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:: 28 de março, 2008 ::
Lealdade...
Tem dois dias que lembro de trechos dos meus sonhos. E acordo no meio da noite achando que já é de manhã. E continuo sonhando até que o relógio grita e me empurra da cama. Nos dois, meu pai a me ajudar em momentos de grande apreensão. Eita Nardão! Que falta sinto da sua lealdade infinita... Mudando completamente de assunto (ou não?), as paineiras estão em flor. O que me dá a plena certeza de que os ciclos - eles também - são leais.
:: 26 de março, 2008 ::
Às vezes...
... não consigo ver as andorinhas como notas musicais nos fios de energia elétrica. As cores rosa e lilás nas nuvens de um pôr-do-sol. A graça e a simplicidade da vida. Sei que com isso ando pra trás, perco, não somo nem acrescento nada. Sou consciente da minha total falta de serenidade. E me debato dentro das minhas paredes, me ferindo barbaramente. Às vezes penso que o ano poderia ser todo outono...
... no rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo...
:: 22 de março, 2008 ::
ALELUIA!
salve a [mãe d'] água! salvem os judas malhados! salvem todas as palavras ditas para o bem! salve a nossa capacidade de melhorar e ter claro a importância disso! salvem os encontros e as despedidas! salvem os nossos gritos pela vida! e salve a cerveja gelada ... que ninguém é de ferro!
AMÉM!!!
:: 19 de março, 2008 ::
e não é...
...que é? é por isso que sinto enorme saudade da era medieval.
:: 17 de março, 2008 ::
a cada mil lágrimas sai um milagre...
... em caso de dor Achei a letra dessa música (Milágrimas - Itamar Assumpção e Alice Ruiz) na arrumação do guarda-roupa que se encerrou ontem, por volta de 10 da noite. Estou pronta pro outono/inverno. As roupas tomaram sol enquanto eu tirava a poeira do armário e separava o que é pra dar, o que é pra queimar, o que é pra ficar. Ficou somente o necessário. Sensação boa de que quanto mais o tempo passa, menos coisas eu preciso e que me importa mais a qualidade do que a quantidade. ...em caso de tristeza
*************** em tempo: fazendo mamografia hoje, antes das 8 da manhã, pensei cá com meus botões: porque não existe pintografia né? só pra eles terem idéia da metade da missa...
:: 15 de março, 2008 ::
voilà...
o doce de goiabÁ!!! quem traz o queijo?
:: 14 de março, 2008 ::
aaaaarreeeeeeeeeeee...
que hoje é sexta...
:: 13 de março, 2008 ::
posso falar?
Fiquei com vergonha alheia duas vezes ontem, vendo o noticiário na TV. Primeiro aquela história de barrar espanhóis nos aeroportos. Por pura picuinha. Que coisa mais triste e ridícula. Parece coisa de criança, na hora do recreio: - tia, ela pegou meu baldinho! Luiza, deitada comigo, comentou que dava vergonha de ser brasileira nessas horas. Eu disse que tinha vergonha era dos nossos governantes e não de ser brasileira. Blé, blé e blé pr'aquele discurso bairrista do fulaninho lá: - estamos tratando vocês da mesma forma que os brasileiros estão sendo tratados nos seus aeroportos. RÉDÉCULO! Agora, triste mesmo foi a cara da esposa do governador de Nova Iorque que, em rede mundial, teve de desculpar-se por ser um grande de um safado. E a mulher ali do lado, certamente com vontade de partir o marido em pedacinhos. Mais precisamente de fazer uma bela porção de salame em rodelas bem fininhas, se é que me entendem. Moral (ãhn?) da história: a política é suja, é feia, é corrupta e dá vergonha na gente. ********** Mudando de petiscos pra happy hour: Minhas articulações estalam e espanam a ferrugem. Estou de volta aos ferros. Não. Não fui presa. Voltei pra academia e, confesso, tava mortinha de saudade de bufar na esteira e de suar nos aparelhos de musculação. Até que meu corpo se acostume vou, de quilo em quilo, aumentando a carga, mas sem nenhuma pretensão de participar do concurso miss músculos . Trata-se apenas daquela velha e boa luta contra a força inexorável da gravidade. ********** Ainda sobre TV: Queridos Amigos tem me feito refletir muito sobre distância, sentimentos, decepções, saudades, voltas e voltas que a vida dá. Sem dizer da vontade de rever pessoas queridas e perdidas por aí, nesse mundão sem porteira... ********** Falta também: - encaixar as aulas de dança em nossas vidas
:: 11 de março, 2008 ::
(fora de) órbita...
Na sexta passada, pouco antes do início da sessão solene em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, uma frase chegou aos meus ouvidos e ficou ecoando dentro do meu vazio: ... que nunca mais eu alimente o bicho-da-seda para tecer o meu casulo ... No final de semana, cortando as samambaias da varanda feito uma cabeleireira enlouquecida, pensava no casulo, no alimento, na enormidade de erros que venho cometendo pela vida e nas consequências deles. Sabe quando o elástico estica até seu limite máximo e permanece assim por muito tempo? Não volta mais ao normal. Nunca mais. Percebi o quanto estou mudada ao não derramar nenhuma lágrima vendo O Segredo de Brockback Mountain, Primo Basílio e Closer - perto demais . Meu nariz tem ficado entupido de tanto chorar por coisas reais. E a realidade, todos sabem, não tem the end. Tem sido muito difícil conviver comigo. Tenho que tirar o chapéu para as órbitas que coincidem com a(s) minha(s).
:: 06 de março, 2008 ::
sem dó nem piedade...
Passei em frente à Chocolândia e resisti bravamente a uma bola de sorvete "romeu e julieta". Ai, adoro.... queijo com goiabada. Tem coisa mais combinativa? Até tem. Mas hoje era o que me faria imensamente feliz. Resisti porque subi na balança da farmácia, uma esquina pra baixo e tem meio quilo a mais. SSSSSSSCRRRRRINNNNNNNCHHHHHHHHHHH... Hora de puxar o freio de mão. É. Eu ando assim, sem dó nem piedade, principalmente de mim mesma. E como tenho de entrar num modelito social pra sessão solene do Dia Internacional da Mulher amanhã à noite, minha boca é um túmulo. Só passa o essencialmente inevitável. E água. De litros. Tá muito quente, minha gente! Cadê as águas de março fechando o verão, Pedrão???? (brincadeirinhaaaaa... tá uóóóóótimo assim, tá? sossega aí...) Se tiver que chover, que seja à noite, depois que a gente já tiver ficado com o pescoço doendo de tanto olhar estrelas. Mas, vem cá... não é bom sorvete de queijo com goiabada?
:: 03 de março, 2008 ::
posse...
Nesses últimos tempos, uma teoria (que venho colocando em prática com muita coragem e perseverança) tem se revelado de maneira cristalina, não apenas na minha vida, como também nas das pessoas que, de uma maneira ou de outra, se aproximam de mim. Seguinte. Você quer acabar com um relacionamento? Comece a achar e - consequentemente - a agir como se o(a) outro(a) fosse propriedade sua. É tchaca tchaca na butchaca! Portanto, ao mergulhar...
... melhor cuidar pra não se afogar. |
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