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:: 31 de julho, 2007 ::
tem coisas....

que não consigo fazer como, por exemplo, fechar a janela na cara da lua cheia...

lua.jpg


tem coisas que precisam ser ditas e feitas. outras, vividas. outras, pensadas, amadurecidas, formatadas, até serem possíveis.

tem coisas que não se movem. não são como os móveis do meu quarto, que troco de lugar ao som de um violão.

não ia conseguir entrar em agosto sem dar tchau pra julho.

tem um tempo que não nos cabe e escorrega. e tem aquele que passa e nos marca a pele.

tenho como escolher?


:: 29 de julho, 2007 ::
pequenos prazeres...

como diria Quintana:

... primeiro frio do ano
fui feliz
se não me engano...

neveesol.jpg

me entreguei a pequenos e ótimos prazeres nesses dias de baixas temperaturas: últimas emoções dos jogos panamericanos, filmes na tv, chocolate quente, vinho, boa música e papo gostoso, até cansar.

não tenho do que reclamar.



:: 27 de julho, 2007 ::
finalizando...

não deu mais pra adiar: hoje tive de ir supermercadar, do verbo eu pago muito e trago poucas sacolas pra casa. credo, credo e credo. tudo caríssimo! acho que foram os preços altos que me fizeram trazer dois condicionadores e nenhum shampo. saco!

e se a onda é praguejar dá licença de eu resmungar desse frio dolorido que tá fazendo tá? noite passada nem consegui dormir direito de tanta roupa, tanta coberta e, pra complicar, essa tosse que resolveu voltar com força total.

mas tá. não vou me estressar. não vou me estressar. não vou me estressar. (preciso acreditar nesse mantra!)

na volta do mercado passei na locadora e deixei reservado pra amanhã 4 filmes dos quais só me lembro de um agora: Letras e Músicas, recomendado pela Neuzinha. comprei bastante pipoca e vinho Campo Largo (viu Dego?). falta a lareira crepitando, mas tudo bem. faço um charuto de mim com dois edredons e esse frio vai ver o que é bom pra tosse.

ah! comprei também mais novelos de lã pra continuar meus crochês e tricôs. tava tudo acabandinho por aqui.

e assim vão se encerrando esses abençoados 10 dias de férias. segunda tô de volta ao lesco-lesco. com energia redobrada e renovada pra matar 3 leões por dia e mais um touro brabo. com o coração suficientemente aquecido pra fazer brotar novas sementes.

sementesnaneve.jpg


:: 25 de julho, 2007 ::
'cabou-se o que era doce

pra encerrar esta trilogia e antes de voltar a praguejar o frio e a chuva que fazem dos meus últimos dias de férias, momentos de profunda introspecção (jesuis!), bora lá pro ...

POR QUE HOJE É SÁBADO

Dego - o coiseto fofo, saiu pra trabalhar e eu e Dorinha (a essa altura já estava íntima, né?) tomamos nosso banho, lagarteamos ao sol, ficamos prontinhas esperando nosso príncipe encantado que viria nos salvar do dragão da fome. quando ele abriu a porta da sala, me pegou no flagra mandando a última cerveja gelada dele. visita é uma beleza né?

fomos almoçar no Meu Cantinho, uma comida caseira dusinfernos de boa onde conheci Simone a fofa da namorada do Dego - o coiseto fofo. Dali fomos pra casa de uns amigos deles onde passamos a tarde. Lá conheci os seguintes fofos: Gilberto, Michele, Ricardo, Cristina, Carol e uma criançada bonita que (desculpem!) não lembro os nomes. Só lembro da Sayure que tava vendo Lost num brinquedinho japonês que fiquei fã!

corremos de volta para casa, no finalzinho da tarde pra tomar banho, engolir um lanche e voltar pro centro, onde Dego me largou (é gente, aqui ele já tava começando a cansar da visita) e vrrruuummmmmm foi pro Bar Hora Extra montar a bateria. acho que ainda não contei que esse menino, além de ralar o dia todo, é baterista, artista plástico, fazedô de miniaturas e ciclista! mole?

encontrei Madeo sentadinho na porta do teatro, me esperando. sentei do lado dele, encostei a cabeça no seu ombro e desabafei: - saco! porquê a gente tem que morar tão longe das pessoas que a gente ama?

lá no camarim, Manitcha, fantasiada de gueixa (hahahahahaha) emendou: é você que mora longe, porque eu nasci primeiro e tive o direito de escolher... ai ai...

o show foi lindo tudo de novo e, dessa vez, com a presença da até então amiga virtual Vivian (de preto), que disse que ia e foi! curitibano tem palavra, sô! dali catamos dois táxis e fomos pro Hora Extra onde a Banda Dr. Smith já agitava o pessoal.

de mesa em mesa fomos conseguindo chegar até pertinho do palco e demos tanto vexame, fizemos tanta gritaria, batemos tanto na mesa, assobiamos tanto... que devem estar mandando rezar muitas missas pela nossa partida. isso sem contar que nosso amigo Cássio (de vermelho) ainda deu uma canja com a banda, já nos finalmentes da noite.

hora extra.bmp

hora extra 2.bmp

hora extra 3.bmp

reparem que Cássio e Vivian sempre fazem a mesma pose para as fotos... hahahahaha...

e essa aí é pra provar que Dego - o coiseto fofo é mesmo um grande arteiro.

dego.bmp

o domingo amanheceu cinza. antes mesmo de vir, eu já tava com saudades de tudo. e foi assim que fiz a viagem de volta. cinza. como tinha prometido pra Manitcha e pro Madeo quando nos abraçamos apertado pra dar tchau, só chorei no ônibus. mas também prometemos que não vai demorar quase três anos pra gente se abraçar de novo. certo, povo?

encerro essa narrativa com a frase da primeira música que Claudinha canta no show... e era essa que eu tava cantando nessa foto...

canta.bmp

...e por falar em saudade, onde anda você, onde andam seus olhos, que a gente não vê...


:: 24 de julho, 2007 ::
meus presentes

não tem aquela história de que se Maomé não vai à montanha... vai à praia? é quase isso né? pois então. eu fui lá buscar meu presente de aniversário, já que por mais fé que eu tenha, e que até consiga remover uns montinhos devezenquandamente, não daria mesmo pra mudar o local do show. até porque todos os ingressos estavam esgotados, para os três dias de apresentação. uau!!!

esse aí entre eu e Manitcha é o fofo do Dego, irmão do Madeo. ele que buscava, trazia, levava, carregava essa mala sem alça e sem rodinhas que vos fala. essa foto tiramos em frente ao hotel, antes de embarcarmos no super fiat 147, ano 78, rumo ao Cotolengo. tá, o nome do bairro é feio mesmo. já o lugar... tô até pensando em comprar um apê lá, caso eu ganhe na mega. hahahahaha...

lana, dego, manitcha.bmp


20 de julho amanheceu azul de doer nos olhos. depois do café fomos pro sol pra eu secar os cabelos, afinal não podia "passar de ano" com resíduos. de nenhum tipo. daí Madeo registrou esse nosso abraço quentinho...

no sol.bmp


antes do Madeo fazer almoço (sim! ele sabe cozinhar gente! e não tem feijão melhor que o dele! e o bife acebolado e alhado então! demais da conta de bom. de comer rezando...) registrei essa cena aí. ai ai dona Dora... vá ser fofa assim... aqui na minha casa tá?

dora e eles.bmp


à tarde fomos pro hotel onde Manitcha tomou seu banho restaurador de beleza. da janela do sétimo andar a gente via a praça, a Universidade Federal do Paraná à esquerda e o Teatro Guaíra à direita. dei sossego pros dois (meia horinha só!) e fui dar umas bandas por lá. foi quando achei uma lan house e tratei de beijar e abraçar meus outros presentes que estavam longe, na distância, mas pertinho, sambando comigo no compasso do meu coração que, a essa altura, era uma verdadeira escola de samba de tanta emoção.

encontrei com eles na frente do hotel e fomos pro Teatro da Caixa que fica na mesma quadra, só virar a esquina. acompanhamos a passagem do som, cantamos juntos, batemos palmas. de verdade? eu e Madeo somos duas bestas. juntos então a coisa se quadruplica.

assim que deram o primeiro sinal pro começo do show, antes de desejar muita merda pra Manitcha, posamos de estrelas no camarim...

the bestas.bmp


bom. dizer que chorei do começo ao fim é exagero. mas foi quase isso. ver Claudinha cantando é mais que um presente. ela transcende, flutua, viaja, interpreta, brinca, ri, se diverte, emociona a gente e... canta... canta muito. quase enlouquece os músicos - Marcello Lessa ao violão e Cássio Acioli na bateria e percussão - mudando a métrica das frases e marcando o intervalo dos compassos. uma doideira deliciosa.

Arrastão me arrepiou da cabeça aos pés. eu só sabia dizer: brigada Deus... brigada Deus... brigada Deus...

aplaudidas em pé, ela e Doris Monteiro - as mulheres de Vinícius vão abraçar os fãs na porta do teatro onde, adivinhem quem? a dupla Madeo-Lana já estava à postos, oferecendo os cds. na boa, nunca vi gente mais atrapalhada que nós dois. era um tal de olharmos um pra cara do outro com uma nota na mão, perguntando se tinha troco, que foi uma maravilha. mas ó. vendemos bastante, viu? e depois que Claudinha beijou e abraçou a galera fomos... bebemorar, claro!!!

óia eu e Marcello Lessa aí no Arrumadinho, onde tem um chopp cremoso que só por minhanossasenhoradobalémoderno!!!

arrumadinho.bmp


pena não podermos ter ficado mais, pois só eu estava passeando né? todos tinham que trabalhar no dia seguinte, que também foi tudo de bom. mas isso fica pra amanhã...


:: 23 de julho, 2007 ::
idas e vindas

algumas coisas deveriam ser terminantemente proibidas em viagens de ônibus como, por exemplo:

1) bebês fofos e lindos que resolvem abrir o berreiro - sem causa aparente - no banco de trás e não há o que os desesperados pais façam que seja capaz de dar um fim àquela agonia.

2) passageiros que embarcam ou desembarcam na estrada, na esquina, na moita e encostam na sua poltrona com a asa aberta, sem desodorante. aimeusaaiiissss... é triste!

3) motoristas (eu sei que a culpa não é deles) que param na estrada, na esquina, na moita, para os tais passageiros surgidos do nada embarcarem.

fora isso, a viagem foi tranquila. a ida e a volta. na ida assisti ao pôr do sol mais lindo dos últimos tempos. eu que andava faminta de espetáculos alaranjados depois de dias de chuva, fui presenteada com um caprichado. com direito a lua crescente no céu caindo de estrelas. daí tive de cantar né?

... todo fim de tarde é sempre assim... e uma saudade vai nascendo em mim...

foi assim que cheguei à Curitiba na véspera do meu aniversário. quando o ônibus embicou na plataforma detectei os coisetos mais doces desse mundo: Madeo e Dego, cara de um, focinho do outro. mandei beijo silencioso da janela antes de cairmos num longo abraço.

na ida pra casa, passada rápida pelo supermercado pra garantir o bolo de cenoura prometido. lá fomos nós no super fiat 147, ano 78 pra encontrar dona Dora - mãe dos coisetos doces e, claro, coisica mais fofa do mundo - nos esperando lá fora, com aquele frio curitibano que a previsão já tinha me avisado que ia fazer mesmo.

sem muita cerimônia, me enfiei na cozinha e enquanto eu tentava me achar pra fazer meu bolo de aniversário, Dego (desesperado, diga-se de passagem) com aquela falação do caramba nos seus pobres ouvidos, fez um delicioso talharim com franguinho, enquanto Madeo se encaixou entre a geladeira e a pia pra gente tentar colocar os 494 assuntos em dia.

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antes de prosseguir é bom deixar claro que ela, a coiseta cantante, não sabia que eu tinha me dado de presente assistir ao seu show (Mulheres de Vinícius, Teatro da Caixa, dias 20, 21 e 22 de julho). quando ela ligou pro Madeo dizendo que já estava no hotel, eu já tinha virado abóbora e fortemente abraçada pelos coisos doces. brigaaaaaaaaaada!!!

bora buscar a coiseta cantante querida? bora! entrei escondida atrás de Dego, mas como sou muito maior que ele (hahahahaha), tanto na vertical quanto na horizontal, logo ela gritou: quem tá aí???? eita que esse abraço tava prometido há quase 3 anos, dá licença de eu me emocionar né? Manitchaaaaaaaaaaaaaa!!!!

voltamos pra casa falando todos ao mesmo tempo, naquela euforia que a saudade demasiada dá e que até dispensa palavras, mas a gente fala, fala, fala e fala, até dormir.

agora vou tratar de salvar esse post antes que dê meleca. mas a saga continua e é bom que se registre também: eu flutuei muito esses dias.


:: 20 de julho, 2007 ::
20 do 07 de 2007

como me sinto?

muito mais nova.

e mais viva.

4.4!

e com peças originais!

hahahaahaha

VIVA EU!!!!


:: 18 de julho, 2007 ::
destino?

nem deu tempo de enxugar as lágrimas de emoção e alegria com as medalhas do Diego e da Daniele. até comentei com as meninas o orgulho que deviam estar os pais desses dois. ainda estava torcendo pela Jade no solo, quando veio a notícia e virei a chorar de tristeza com a tragédia do avião da Tam.

ando meio de saco cheio desses altos e baixos e do que eles trazem como consequência. começo a ficar desconfiada quando uma coisa boa acontece. já fico esperando a "bomba". isso não é bom.

mas hoje não tô preocupada comigo não. penso nas medalhas, no acidente, na alegria, na tristeza de pessoas que nem conheço, que nunca vi. penso no destino delas e no quanto isso abala nossas estruturas.

penso.

existirmos, a que será que se destina???


:: 15 de julho, 2007 ::
um duplo, por favor...

finalmente veio a chuva, o domingo e um baita resfriado. mais uma vez comprovo a tese de que existe um botão liga/desliga dentro da gente que é ativado conforme a quantia de responsabilidade.

enquanto eu estava à milhão por hora, cuidando de tudo pra que a solenidade da sexta 13 fosse um sucesso (e foi!!!!), o botão estava acionado.

assim que o cérebro mandou a informação pro corpo que ele podia relaxar, que tava tudo certo, o nariz e a garganta começaram a coçar, as pernas deram uma amolecida, as mãos perderam a agilidade e o botão - clic - desligou. ontem lavei roupa, fiz almoço e um bolo de cenoura em câmera lenta, em ponto morto, "na banguela".

à tardinha, vieram Arlete, Jota, Mariana, Thaís e Tassiana tomar um café comigo. rimos muito em volta da mesa, lembrando detalhes da sessão. depois que saíram fiquei olhando pro portão, agradecida de existirem gente como eles nesse mundo.

um banho morno, pijama, cama, emoção com as competições nos jogos panamericanos, um antialérgico no meio da idéia e... puf... apaguei.

acordei melhorzinha. tá, parece que uma carreta com carga extra de melancia passou por cima de mim. mas tô me cuidando com carinho, calma e paciência. e chá de alho, com limão e mel. duplo!

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:: 13 de julho, 2007 ::
não quero nada...

hoje é um dia pra lá de especial.

vamos fazer uma sessão solene para homenagear itapevenses que deixaram a terrinha e foram realizar seus sonhos em outras cidades, alguns em outros países.

estou há 3 dias fazendo a pauta, escrevendo textos, dando telefonemas, confirmando presenças, tentando colocar uma ordem nas coisas.

enquanto isso, as meninas de férias lá em casa, acham natural me ligar várias vezes ao dia pra resolver pinimbas entre elas.

com tudo isso, tinha até esquecido que logo mais, assim que encerrar a sessão, tenho 10 dias de férias pela frente. e nada programado. e nem quero. só quero os dias, um atrás do outro. com boas noites entre eles.

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:: 11 de julho, 2007 ::
gentilezas...

tenho mania de dar bom dia pra todo mundo que encontro enquanto atravesso a avenida em direção à praca de eventos, ao "grande nada", né Panis? acho engraçada a reação das pessoas, tentando responder naturalmente ao meu cumprimento sorridente àquela hora da manhã.

ser gentil causa estranheza no mundo de hoje. tá tudo tão mecânico, tão formal, tão... sem graça.

não ligo pro espanto alheio. tampouco me abalo quando desviam os olhos, num ato de defesa, talvez. com certeza alguns levarão meu bom dia até que a noite chegue. a maioria, porém, nem se lembrará da maluca que sorria tão cedo.

o que importa realmente é que eu faça do meu um bom dia. e espalhe isso por aí. sem esperar absolutamente nada em troca.

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***************

PIDÊITANDO...

enquanto pico cebola, alho, tomate, cenoura, refogo tudo, misturo o resto do purê, bato o feijão e tasco um punhado de macarrão ave-maria, aspiro o aroma da sopa que vai ficar pronta já já. daí penso: coisa boa a gente ter com quê esquentar a barriga numa noite fria.

agradeço aos anjos, santos, deuses e astronautas por isso e também por esse dia que começou tão cedo, tão sorridente e que prosseguiu produtivo, emendando a manhã com a tarde e com a noite, sem trégua, com basicamente todo o dever cumprido e, principalmente, com um sorriso resistente na cara.

apesar do frio. apesar da chuva. apesar das caras feias.

blé pra tudo isso.

emerson nogueira canta alto aqui na sala.

- vai tomar banho Luuuuuuuuuuuuuuuu....
- abaixa o som da tv Giiiiiiiiiiiiiiiiii...

a vida normal é saborosa!


:: 08 de julho, 2007 ::
família...

pai e mãe completaram ontem 45 anos de casório.

ai ai. palmas pra eles.

e pra nós também, que reunimos a família (quase) toda em volta de uma churrasqueira, com bastante cerveja gelada.

o sábado - sete do sete de dois mil e sete - nasceu sob encomenda: azul, ensolarado e com temperatura agradável, próprio pra gente sentar, comer, beber, conversar e cantar.

família é uma coisa muito boa. tem montes de problemas, chateações, encrencas. mas tem também esses sabás, onde a gente ri, se abraça, se beija e comemora, combinando já a próxima festa.

por falar nisso, amanhã é feriado, portanto, temos hoje mais um "sábado" lindo e ensolarado pela frente. com direito a cantoria com o irmão que mora longe. com direito a reencontrar amigos que há muito não se via. com direito a viver mais alguns momentos felizes antes que a próxima "segunda" chegue.


:: 04 de julho, 2007 ::
assim...

voltei a caminhar no "grande nada" que, pra minha surpresa, tá cheio de coisas. além do parquinho, estão construindo três quadras: de vôlei, futsal e basquete.

a baixa temperatura das 7 da manhã não anima muita gente e a pista é praticamente exclusividade minha. vez ou outra alguém me alcança correndo, mas sigo no meu passo, soltando fumacinha pela boca e guardando nos olhos a mudança nas cores dos telhados das casas, conforme o sol vai subindo.

pareço uma astronauta de gorro, cachecol, luvas, casaco e entre muitos pai-nossos e aves-maria vou enxugando as lágrimas que não fazem a menor cerimônia em escorrer e gelar meu rosto. elas são a prova cabal de que, enquanto caminho e rezo, Deus me dá um minuto de sua atenção, coloca suas mãos sobre minha cabeça e me enche de esperança de que hoje será um dia melhor.

que assim seja!

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:: 02 de julho, 2007 ::
triz...

alguém poderia me dizer onde foi que enfiaram o manual "como educar duas adolescentes prestes a entrar de férias e com bastante tempo livre pra se cutucar"?

tá. todos vão dizer que é fase, que passa, que preciso ter paciência, que ...

tá. mas e durante a tempestade? onde é que me abrigo? corro? faço cara de paisagem? finjo de morta?

não. não consigo relaxar não. tá complicado demais e tenho me sentido...

tenho me sentido muito mal. me culpo, me cobro, procuro respostas. até sei o que tenho de fazer, mas onde está a ponta da linha? por onde começo a puxar? como faço pra não dar nó?

eu sei. passa. mas não posso deixar passar a oportunidade de lançar as sementes. é agora! e o que cair na pedra, na areia, no charco, na correnteza, não vai vingar. é isso que me consome. desesperada eu tento fecundar, mas tenho a impressão de que tudo está sendo em vão.

tenho estado mais silenciosa do que me gosto. tenho deixado a onda me levar. enquanto prendo a respiração lutando contra a asfixia tenho plena consciência de que só quem pode me jogar a bóia... sou eu.

tenho me sentido muito sozinha.
triste mesmo.
por um triz.

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