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:: 30 de outubro, 2006 ::
de sonhos e sol...
Dei um pulo da cama às 6 e meia. Corri pra cozinha e quase ligo a cafeteira - que já deixo preparada na noite anterior - quando percebi que... era sábado!!! Voltei correndo e tchuf embaixo do edredon. Eita sono bendito esse, né? A gente dorme com cara de feliz. :) Um barulho muito forte de motor passando em cima da casa me acordou. Pensei: outro avião caindo? Abri os olhos e o rooooaaaarrrrrrrrrrrrrr foi diminuindo até sumir. Soube pela Gi, mais tarde, que era um helicóptero. Olhei a janela amarela de sol, olhei o relógio e abri as cortinas. Cheirei o dia azul e não tive dúvida: sol!!! quero sol na minha pele urgente!!! Depois de caminhar com minhas inseparáveis companheiras Tula e Luna (nossas cachorras), me estiquei na grama do quintal tomando uma bica de meia em meia hora pra refrescar. Fiz uma bela salada de macarrão pro almoço e à tarde fomos pra piscina. Tchigum... Tão bom... O sol se pôs e mandou uma lua sorriso em seu lugar. Me deu vontade de sair, de passear na praça, de dançar. Me deu vontade de olhos nos olhos. Ando cansada dessa tela fria que - dizem - encurta distâncias. O domingo nasceu tão azul quanto o sábado. Repeti a operação "chega de ser bege", fui votar na hora do almoço sem medo de ser feliz e encerrei meu dia submersa e ao sol. Após saber o resultado da eleição, fui ajeitar minhas coisas pra segundona com cara de quarta e a Lu me chamou pra um papo cabeça. Parei a mochila no meio pra ouvi-la e nos abraçamos forte no final. Cada vez tenho mais orgulho dessa menina linda de cabelos azuis. Tive muitas surpresas no final de semana. Coisas que eram pra ser, não foram. E depois percebi que foi melhor assim. Outras, que nem estavam no script, suavizaram minha alma. Certo estava aquele meu amigo que vivia repetindo: não crie expectativas, não espere que as pessoas façam aquilo que sua cabeça produz. Tá. Assim a gente reduz o risco de se decepcionar. Mas então é bobagem sonhar?
:: 25 de outubro, 2006 ::
de ciclos e fios...
a sabiá fez ninho na nossa varanda de novo. abro a porta da sala e lá está ela. de manhã. na hora do almoço. à noite. deu um jeito e equilibrou a casa em cima da pilastra. segundo meu pai, são três ovinhos (ele subiu num banquinho pra sondar, enquanto ela estava na hora do lanche). sim, todos já têm nomes: ela é nina, os ovinhos são nino, pitico e nemo. converso com ela. pergunto se tá tudo bem. se tá quentinho e confortável. ela não me olha mais desconfiada. nem sai voando assustada. sabe que não vamos lhe fazer mal nenhum. são os ciclos que se renovam. e como ela, também insisto no tempo gasto em chocar aquilo que precisa de calor pra nascer. faço meu ninho e me instalo tecendo teias coloridas. insisto: sou feliz!
e nem olho mais para as farpas do arame.
:: 23 de outubro, 2006 ::
help
alguém me ajuda?
:: 17 de outubro, 2006 ::
(des)organização
Preciso fazer uma faxina aqui. Como a que fiz numa caixa de papéis que mora no meu guarda-roupa. Ficou só o que presta. O resto virou fogo e fumaça. Em breve farei uma fogueira. Aqui, na cabeça, na vida. Como as muitas que já fiz dentro do peito e que me arderam as entranhas até cauterizar. Fez sol no final do feriado. Me deitei sob ele. Na grama. Tomei banho de bica no quintal. Mergulhei na piscina com a Gi. Cantei músicas antigas, dançando dentro da água. Lembrei do meu avô que tocava bandolim. Me diverti jogando baralho com as meninas. Falamos de fanfarra, de música, de amigos, de coisas de criança. Desligamos a televisão. Quis dormir de janela aberta, mas o temporal não deixou. Apaguei todas as luzes e marquei um encontro comigo na noite quente. O dia amanheceu com cheiro de dezembro.
:: 12 de outubro, 2006 ::
Tempo de agradecer
Tranquilidade de menos. Crueldade demais. Com base nessa equação emocional, me dei mal no concurso. Nadei, engoli muita água, muito sapo e acabei na praia. Mas não morri. Dizem que de tudo a gente deve tirar uma lição boa, né verdade? Aprendi que ainda tenho muito a aprender. Percebi meus limites e os respeito. Sei que posso ser melhor e vou correr atrás disso. Na minha velocidade. No meu ritmo. Este feriado veio na hora certa. Hora de andar pelo quintal, de comer pitangas, de ouvir a sabiá que está de volta com um canto diferente. Hora de ouvir música, de dançar pela cozinha, de fazer torta de frango e bolo de abacaxi. Hora de agradecer. Brigada Deus!
:: 06 de outubro, 2006 ::
Quase lá...
Fiz uma coisa danada de boa hoje à tarde. Liguei o rádio do micro na Globo FM e cantei a tarde inteira, com Frejat, Zélia Duncan, Rita Lee, Renato Russo (in memorian), Marisa Monte, enquanto revisava as matérias do jornal. Pra falar a verdade, cantei e dancei a tarde inteira. Inclusive sentada. E foi só então que me dei conta que passei os últimos 40 dias com o rádio desligado. Dois dias pro concurso e eu conseguindo cantar. Isso é ou não é um bom sinal? Ô se é! Não me sinto totalmente preparada. Nem deu tempo de estudar tudo como deveria e gostaria. Mas dentro dos limites fiz meu possível. Com isso, deixei de lado minha casa, minhas filhas, meus amigos, a colcha de quadradinhos de crochê, as plantas da varanda, as cachorras, o quintal. Espero que tudo esteja esperando por mim quando eu voltar.
:: 01 de outubro, 2006 ::
eu voto nelas!
É gostoso ler isso aqui. Isso aqui também. Primeiro domingo de outubro. Vou lá registrar minha vontade. |
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