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:: 29 de julho, 2006 ::
ordem
consegui por ordem nas coisas. estou pronta pra quando o inverno chegar. ajeito a coluna. abasteci os armários de compras. não fiz bolo de cenoura. vi que a temperatura vai baixar muito. assopro a brasa. consegui por ordem nas coisas.
:: 27 de julho, 2006 ::
diário das férias
16 de julho - domingo Saímos de Itapeva rumo a São Paulo no meio do dia. Chegamos a tempo de deixar as meninas na casa da vó Maria Rosa e correr pro estádio Anacleto Campanella e ver o São Caetano ganhar de 2 x 0 do Santos. Uhu! Jogo ao vivo é tudo de bom. Detalhe engraçado - além do saco de biscoito de vento que levei pra não gastar lá dentro - foi eu ficar esperando o replay nos lances duvidosos.... hahahahaha... 17 de julho - segunda Passamos em algumas obras que Ricardo tá acompanhando e à noite fui com ele pro ensaio da Sampa Nova, a banda de jazz e bossa nova da qual ele faz parte e que vai se apresentar na semana que vem no Botequim. Caraca! Eles fazem um som demais de bom! 18 de julho - terça Fomos a um shopping de material de construção pra ver umas coisas pras obras. Adoro lá. Tem tuuuuuuuuudo que se imagina pra uma casa. Fico viajando entre os tapetes, os pisos, as pias, as banheiras, as roupas de cama, as luminárias, as duchas. Falando em duchas, ganhei um chuveiro maravilhoso do meu amor, de 8 velocidades... hahahaha... Um show de água que vai me ajudar a gostar de banho mesmo no inverno. Ganhei também um aparelho de dvd! Fazer aniversário é bom né? Vimos Endiabrado, uma comédia engraçadinha até. 19 de julho - quarta Fomos ao bingo tentar a sorte e, quem sabe, transformar nossas férias num hit parade. Saímos de lá com a convicção de que aqueles caras ganham grana pra encrenca. Às custas dos bestas que vão lá cheios de esperança... rs... que nem nós... rs.... Vimos Menina de Ouro, aquele que ganhou oscar e tal. Ai ai. História bonita e triste. 20 de julho - quinta A idéia era partirmos antes do meio dia, mas, pepinos daqui, abacaxis dali, acabamos saindo pra "nossa viagem" quase 4 da tarde. Fernão Dias até Camanducaia e então 30 quilômetros de serra em direção a Monte Verde, sul de Minas. Chegamos à montanha justamente na hora do pôr do sol. Uaaauuuuuuuuuuuuu!!! De chorar!! Já na pousada Águia Dourada, fomos acomodados no chalé nº 6, de madeira, com varandinha e rede e................ l-a-r-e-i-r-a!!! Ah... Brigada meu Deus! A vida é bela!! E o chuveiro... huuummmm... à gás e bem quentinho... E tinha uma garrafa de vinho, dois copos que foram imediatamente preenchidos pra bebemorar meu aniversário. Então... rs... Tomamos banho, nos empacotamos e fomos degustar uma sopa na panhota pra aquecer a barriga e o espírito. Tinha um termômetro digital em frente ao restaurante que marcava 7 graus quando saímos. Mas o garçom deu a dica de que ele sempre estava 2 graus a mais, por conta da luz. Faz as contas aí... rs 21 de julho - sexta Após saborear o café da manhã colonial ali pelas quase 11 horas, saímos andar pela centro da cidade onde as coisas acontecem. Milhares de lojinhas de artesanato, roupas, lembrancinhas, sabonetes, antiguidades, restaurantes, cafés, sorveterias e casas de queijos e doces e chocolates de todos os tipos. Tiramos fotos no Bar do Zé e no Restaurante Chalana. Porque a gente é besta de tudo, claro! Corremos pra pegar o chá que serviam na pousada até as 5 da tarde, com as guloseimas que tinham sobrado do café da manhã. Ai meus sais. Como comi! Daí banho, sonequinha e bora pra noite de novo. Lá o comércio funciona direto, dia e noite, acho que até o último freguês. Entramos em todas as lojinhas, conhecemos muita gente do bem, olhamos com os olhos e lambemos com a testa e jantamos num lugar altamente romântico, à luz de velas. Ui ui, nós somos bestas mesmo. Mas merecemos! 22 de julho - sábado Depois do super café da manhã, fomos às pedras. Ficamos sabendo das caminhadas por trilhas que chegam até a Pedra Redonda, Pedra Partida, Pedra do Bispo e Platô. Optamos pela mais light, que em 20 ou 30 minutinhos nos levaria até mais perto de Deus. Caraca! Que meia hora mais comprida! Chegamos lá em cima sem fôlego. Mas, como todos os que estavam descendo nos diziam: vale a pena!! E como! Que vista linda! Descemos e fomos conhecer um lugar onde praticam o arborismo. É uma área com 20 mil metros quadrados de pura natureza, cheia de fontes de água potável, com um teatro no meio. Um enorme teatro, por sinal, onde tem também exposições de arte. E tem também um viveiro de animais como pavão, araras e afins. Lindo demais. Voltamos a tempo de tomar o chá das cinco, descansar, sonecar, banhar e voltar pra badalação noturna que se resume a ir e vir por entre lojas e restaurantes. Detalhe engraçado: nas casas onde vendem queijos, doces etecetera e tal a gente é convidado a entrar pra experimentar. Imagina que a gente não entrava em todas né? E se bobear, dá muito bem pra passar os dias só experimentando, sem ter que pagar por isso. Ricardo se meteu a experimentar um lombo defumado apimentado que fez o coiseto chorar. Eu heim. Tô fora de pimenta. Gostei foi dos queijinhos brancos e da cachaça de uva. Delícia! Em uma delas o dono deixava o cachorro são bernardo, cujo nome, óbvio, era Bethoven, na porta. Era a atração da rua! Todo mundo parava pra tirar fotos com o cão gigante que late pedindo queijo... rs.... Se tiramos foto com ele? Adivinhem... rs.... 23 de julho - domingo Dia de voltar pra realidade. Os donos da pousada, Marcos e Virgínia, insistiram pra gente ficar até segunda, já que o chalé estaria vago. Fariam até um precinho especial pra gente. Mas, era dia de voltar. Com dor no coração e com vontade de que a vida fosse assim verde e azul e alta pra sempre. Chegamos em São Paulo à tardinha, com um barulho estranho no motor do carro. 24 de julho - segunda Carro pra oficina logo de manhã: teria que trocar uma peça e só ficaria pronto pro dia seguinte. Ricardo aproveitou pra resolver umas coisas nas obras, andamos à pé pela cidade e, de fato, São Caetano realmente é uma cidade boa de se viver. Liguei pras meninas e contei que nossa volta teria de ser adiada por mais um dia. Senti que elas também estavam com saudades. Acho que não havíamos ficado tanto tempo sem nos ver. Arrumei minhas coisas. Tchau dona Ercília. Tchau seu Rocha. Brigada por tudo. 25 de julho - terça Fomos buscar o carro na oficina, passamos pegar as meninas na vó e mais estrada. Chegamos em casa à tardinha, descarregamos o carro e fomos pra praça comer encapotado. Sim! A praça estava lotada de barraquinhas e de gente. É a festa da padroeira da cidade, Sant'Ana. Ricardo comeu dois sandubas chamado tropeiro que vem tuuuuuuuuuuudo dentro. Ave! 26 de julho - quarta Feriado Municipal - dia da padroeira. Ricardo foi embora cuidar das coisas lá. Não consigo não chorar. Um abraço apertado e mais uma vez essa estrada entre a gente. Me ocupo com as roupas a serem lavadas, a casa a ser arrumada, sem pressa, sem compromisso. Ainda estou de férias. Dormi sozinha. Estranho dormir sozinha. 27 de julho - quinta Acordei às 9. Dia lindo. Como todos os dias destas férias. Já tô sabendo que vem frente fria aí no final de semana e com ela a chuva que tanto estamos precisando. Mas não tem importância. Vivi um dia de cada vez. Intensamente. E sei que é assim que vamos conseguir dominar o tempo. Vivendo da melhor maneira aquilo que nos cabe. São 4 horas da tarde e finalmente consegui terminar essa baita post. Amém. Agora vou recolher as toalhas de banho que já secaram. Tomar banho no meu chuveiro novo. Buscar a Lu que foi passear com as amigas no calçadão. Levar a Gi pra comprar (com a grana que ela economizou!) uma bota. Amém!
:: 20 de julho, 2006 ::
hoje...
A cidade acordou nervosa e barulhenta. Será que ninguém sabe que hoje é meu aniversário? E que pra mim é feriado? E que quero bem mais que meus quarenta e três anos? Ainda bem que existe o santo. O Caetano. E que existe o monte. O Verde. Porque enquanto eu não tiver todas as cores, os cheiros, os sabores, as proteções e os montes escalados, sei que ainda não é a hora. Ainda não chegou minha vez. Mas hoje é meu dia. E eu que nunca gostei de me dar parabéns e que sempre fugi da festa, quero bolo e vela pra assoprar.
:: 14 de julho, 2006 ::
estou...
D F
ui ui...
:: 12 de julho, 2006 ::
não estou...
Meu corpo se arrasta, na tentativa de seguir atrás de mim.
:: 09 de julho, 2006 ::
fim de semana...
Fiz café e levei na cama pras meninas. Um dia azul e ensolarado lá fora. Nem parece inverno. Entre um gole de leite e uma mordida no pão frito, estabelecemos algumas regras para as férias que para elas começam oficialmente amanhã. Ontem, um sábado ensolarado e azul também, aproveitei para lavar os edredons, depilar nossas pernas (seis pernas!!!), fazer as unhas, tirar sobrancelhas. À noite fomos à missa, agradecer pelos 44 anos de casamento dos meus pais. Me emocionei - novidade - quando eles refizeram a promessa de "até que a morte nos separe" e também de ver a Lu na fila da comunhão. Essa semana trabalho à noite também. E tenho reunião do conselho da mulher. E preciso concluir o teste do curso de jornalismo legislativo que tô fazendo via internet. Gosto assim. Prefiro assim. Muitas coisas a fazer. Pouco tempo pra abobrinhar. Embora tenha perdido o tesão pela copa, vou ver a final hoje, sem qualquer favoritismo. Que vença o melhor. Só pra registrar, adorei o final de Bia Falcão. Meio forçado aquele clima com o lover boy, mas quem liga pra isso num apartamento de frente pra torre eiffel? Bobagem, né? Se eu sumir, já sabem os motivos. E não é Paris. Infelizmente... rs
:: 05 de julho, 2006 ::
a bola e a história...
Enquanto a Copa rola e Portugal enfrenta a França, tem outras histórias rolando aqui. Porque nem tudo é futebol, embora nesse momento eu seja completamente portuguesa com toda certeza!!!
:: 03 de julho, 2006 ::
ZIDANAMOS...
Nem tanto por perder pra França, apesar desse terrível fantasma da ópera que arrasta correntes e nos assombra não é de hoje. Tampouco pelo futebol apático, principiante e medonho de feio apresentado pela selecinha do parreirinha de uvinha passinha. O que doeu mesmo foi ter assistido ao espetáculo de Portugal e Inglaterra horas antes, ver garra, vontade, ver futebol de verdade e, principalmente, ver dois técnicos de corpo e alma presentes. Agora, falemos de coisas boas: Zidane arrasou!!! Deu olé nos Ronaldos, passeou pelo campo, serviu os colegas, não teve nenhuma atitude* arrogante, jogou pra valer. Linda sua despedida. Agora, falemos de coisas engraçadas: Galvão se apaixonou pela palavra atitude*. Perceberam? Foi só o Casagrande soltar a pérola pro outro adotar e repetir o 2º tempo inteiro. Irritante sua atitude! A coletiva do parreirinha de uvinha passinha foi hilária. Como assim não existe razão pra decepção?? Esqueceu que sou ingênua? Que acreditei na propaganda enganosa dos melhores do mundo? Que comprei camiseta e bandana verde-amarela-azul-e-branca? Cafu tentando tapar o sol com a peneira também foi engraçado. Como assim, nem sempre o melhor vence, capitão??? Desculpa, queridão, mas o melhor sempre vence sim!!! Tanto é que os melhores jogam ainda essa semana e não tiveram de arrumar as malas e encarar o povo brasileiro muito mal humorado. Agora, falemos do futuro: Amanhã sou italiana. Na quarta viro portuguesa. E no final de semana quero ver, sentadinha no meu sofá, o melhor futebol do mundo acontecer. |
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