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:: 28 de fevereiro, 2006 ::
volta

... o piquenique foi bom, mas a volta é que foi tão triste...

.........................................................................

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:: 26 de fevereiro, 2006 ::
(re)encontro

a gente sabe que é bem vinda quando chega, é abraçada, beijada longa e demoradamente sem que nenhuma palavra precise ser dita...

quando os olhos, a boca, as mãos, o corpo se tocam, se reconhecem e pulsam felizes por estarem novamente juntos...


:: 24 de fevereiro, 2006 ::
do meu tempo

Tava ali ajeitando minhas coisas pra amanhã e comecei a cantar assim:

Atrás da banda,
Atrás da banda,
Eu vou, eu vou, eu vou,
Toca, toca bandinha
Atrás da banda
Eu tô na minha

Me teletransportei pro salão do Itapeva Clube, quando o chão ainda era assoalho de madeira e na entrada havia uma imensa cortina de veludo cor de vinho. A decoração, basicamente máscaras enormes penduradas no teto, muito confete e serpentina. E a gente fazia blocos com fantasias iguais e quase afundava o chão de tanto pular ao som da banda do seu Zézinho Mariosi. Daí pronto! Veio uma atrás da outra.

Aurora
(Roberto Roberti e Mário Lago)

Se você fosse sincera,
Ô ô ô ô, Aurora
Veja só que bom que era,
Ô ô ô ô, Aurora
Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô, Auroraaaaaaaaaaaaa...

Marcha do Remador
(Se a canoa não virar)
(Antônio Almeida - Oldemar Magalhães)

Se a canoa não virar
Olê-olê-olá
Eu chego lá
Rema, rema, rema, remador
Quero ver depressa o meu amor
Se eu chegar depois do sol raiar
Ela bota outro em meu lugar

A Jardineira
(Benedito Lacerda - Humberto Porto)

Oh, jardineira
Por que estás tão triste?
Mas o que foi que te aconteceu?
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

(nessa hora os meninos esticavam as mãos pras meninas que passavam balançando seus sarongues... rs...)

Vem jardineira,
Vem meu amor
Não fique triste
Que este mundo é todo teu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu

Eu mato

Eu mato, eu mato
Quem roubou minha cueca
Prá fazer pano de prato
Minha cueca
Tava lavada
Foi um presente
Que eu ganhei da namorada

(hahahahahaha fala sério...)

Me dá um dinheiro aí

Ei, você aí
Me dá um dinheiro aí
Me dá um dinheiro aí
Não vai dar,
Não vai dar não
Você vai ver
A grande confusão
Que eu vou fazer
Bebendo até cair
Me dá, me dá, me dá, (oi)
Me dá um dinheiro aí

Mulata Bossa Nova
(João Roberto Kelly)

Mulata bossa-nova
Caiu na hully-gully
E só dá ela
Iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê
(todo mundo dançava iê iê iê nessa hora... hahahaha)
Na passarela
A boneca está
cheia de fiu-fiu
esnobando as loiras
e as morenas do Brasil (iiiiillllllllllllll hahahahahaha)

Cabeleira do Zezé

Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é?
Será que ele é?
Será que ele é bossa nova?
Será que ele é Maomé?
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é
Corta o cabelo dele, (pã pã)
Corta o cabelo dele, (pa pã)
Corta o cabelo dele, (pã pã)
Corta o cabelo dele
(pã pã pã pã pã pã... hahahahahahaha... todo mundo aproveitava pra dar um "pedala robinho" no cristão que tivesse na frente...)

A Turma do Funil
(Mirabeau, Milton de Oliveira e Urgel de Castro - adaptação de Tom Jobim e Chico Buarque)

Chegou a turma do funil
Todo mundo bebe,
Mas ninguém dorme no ponto
Ai, ai, ai, ai, ai,
Mas ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos,
E eles que ficam tontos

Eu bebo sem compromisso
Com meu dinheiro
Ninguém tem nada a ver com isso
Onde houver garrafa,
Onde houver barril,
Presente está a turma do funil

(essa era boa pra entrada dos blocos...)

Alá-lá-ô
(Nássara - Haroldo Lobo)

Alá-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente, queimou a nossa cara
Alá-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô...
Viemos do Egito
E muitas vezes nós tivemos que rezar
Alá, Alá, Alá, meu bom Alá
Mande água pro iôiô
Mande água prá iáiá
Alá, meu bom Alá

Alá, lá, ô...

(tinha um na turma que chamava alaor... hahahahahahaha)

Pastorinhas
(Braguinha - Noel Rosa)

A estrela-d'alva
No céu desponta
E a lua anda tonta
Com tamanho esplendor
E as pastorinhas
Pra consolo da lua
Vão cantando na rua
Lindos versos de amor
Linda pastora
Morena da cor de Madalena
Tu não tens pena
De mim
Que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança
Tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre e sempre te amar

(ah! é linda demais né? e era uma pausa pro povo recuperar as forças...)

Touradas em Madri
(Braguinha - Alberto Ribeiro)

Eu fui às touradas em Madri
Parará-tim-bum-bum-bum
Parará-tim-bum-bum-bum

(hora de imitar espanholas dançando... rs...)
E...Quase não volto mais aqui-i-i
Pra ver Peri-i-i
Beijar Ceci
Parará-tim-bum-bum-bum
Parará-tim-bum-bum-bum

Eu conheci uma espanhola
Natural da Catulunha
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse o touro à unha
Caramba...
Caracoles...
(hahahahahahaha... olha só de onde eu trago isso...)
Sou do samba
Não me amoles
Pro Brasil eu vou fugir
Que isto é conversa mole
Para boi dormir
Parará-tim-bum-bum-bum
Parará-tim-bum-bum-bum

Vai com jeito
(Braguinha)

Vai, com jeito vai
Se não um dia
A casa cai
Menina...
Vai, com jeito vai
Se não um dia
A casa cai
Se alguém te convidar
Pra tomar banho em Paquetá
Pra piquenique na Barra da Tijuca
Ou pra fazer um programa no Joá, menina... vaiiiiiiiiii....

Ô Abre Alas
(Chiquinha Gonzaga)

Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar

Ó Abre Alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar

(utilizada nas horas de grande muvuca... )

Bandeira Branca
(Max Nunes - Laércio Alves)

Bandeira branca, amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz

Saudade, mal de amor, de amor
Saudade dor que dói demais
Vem, meu amor
Bandeira branca
Eu peço paz

(essa dispensa comentários... tocava em momentos estratégicos do baile... para os casais que haviam brigado cinco minutos atrás fazerem as pazes... hahahahahahaha... )

Esse era o meu carnaval. Uma das lembranças mais gostosas que tenho. Uma lembrança que tem cor, brilho, cheiro, suor e saudade.


:: 21 de fevereiro, 2006 ::
com ou sem você

Hoje tô de ressaca moral e com os olhos inchados de tanto que chorei assistindo ao show do U2 pela tv. Chorei de revolta (por não estar lá), de emoção (por não estar lá), de saudade (por não estar lá). Eu estava na minha cama. E queria estar lá.

Mas é aqui que estou. E aqui a pedreira é outra. Aqui continuo na minha luta insana de querer manter a paz num lugar onde duas meninas escolheram para fazer a guerra. Tá. Todo mundo vai dizer que briga entre irmãos é normal, que só muda o endereço etecetera e tal. Mas eu tô de saco muito cheio disso. De verdade. Chega uma hora que a gente cansa de dar carinho, atenção, tentar conversar, compreender. Tem uma hora que a fonte seca. E esse é meu medo. Da fonte secar e da gente se distanciar.

Minha mão está esticada no ar. Esperando um retorno. Mas está cansando de tanta recusa. É. Cansa. E desta vez surgiu um novo elemento. Não me sinto culpada. Porque sei o que tenho feito por minhas filhas. Sei o que é convivência e entendo do amor arado, regado, cuidado no cotidiano, muito diferente da perfumaria utilizada por aí. Eu tô falando de dividir a vida. De carregar o quilo de sal. Sem amargura, porém.

É. Acordei diferente hoje. Olhos inchados. Cabeça fria. Coração enorme. Cantando whit or whitout youuuuuuuu...

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:: 19 de fevereiro, 2006 ::
vida

Hoje meu pai faz 66 anos. Nosso presente pra ele foi um prato de brigadeiro. Ele é louco por brigadeiro. Foi a forma que encontramos de dizer que, se a vida tem sido doce, muitos porcentos disso é porque podemos contar com seu bom humor, sua alegria, seu apoio, seu coração enorme, seu amor por nós.

Brigada pai! Pela vida que me deu e que me dá diariamente. Brigada por eu conseguir me ver lá no fundo dos seus olhos. Te amo!


:: 17 de fevereiro, 2006 ::
assim

tpm
chuva
trabalho
trabalho
chuva
tpm

sessão ordinária
sessão extraordinária
sessão solene

projeto de lei
requerimento
moção
indicação
pauta de reivindicações
ofícios

ai que saudade das minhas latas de tinta...

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:: 16 de fevereiro, 2006 ::
custo e benefício

Não fiquei surpresa com minha reação. Posso garantir que não foi frieza, nem pouco caso. É que cumpro promessas. E sou fiel. Antes comigo. Depois com o mundo. É assim que tenho conseguido ser paciente e me perdoar. É assim que não me culpo e que não carrego peso além das minhas forças. Não faço mais papéis isolantes. Não fico mais no meio da fogueira. Defesa? Não. Questão de sobrevivência. De identidade. Com isso, posso assustar. Posso afastar. Posso perder. Prefiro correr o risco. Prefiro não enganar. Prefiro a verdade e a lucidez. Prefiro viver. Porque já morri muito nessa vida e sei o quanto me custa ressuscitar.

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:: 14 de fevereiro, 2006 ::
aos poucos

Voltei pra academia ontem.
Fui recebida com palmas por meus amigos de malhação.
Bem legal.

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Aos poucos vou restabelecendo minha rotina. E como me prometi ano passado, tudo será feito com calma, dentro dos meus limites e possibilidades. E principalmente, quero para minha vida fontes de prazer. Em todos os sentidos.

Olha só o que diz o livrinho "Os cinco minutos de Deus" para hoje:

... Sem demora, é preciso que cada um de nós escolha o tom da canção de sua vida: o tom triste menor do cântico fúnebre ou o tom maior da alegria. Os que escolhem o tom lúgubre das queixas: "Como está mal o mundo!", "Cada vez vamos pior!", "Onde vamos parar?" estão difundindo à sua volta o pessimismo, o derrotismo.

Temos que preferir o sustenido ao bemol: a alegria, o entusiasmo, a fé, a esperança, a caridade. Precisamos viver cantando, dissipando sombras e não acumulando nuvens; projetando feixes de luz e não submergindo nas trevas...

Né não?


:: 12 de fevereiro, 2006 ::
consciência

Voltei pro trabalho na quinta e na sexta já queria sair de férias novamente. Maior climão por conta do concurso que querem fazer para regularizar os cargos em comissão. Entre eles, o meu. Meus colegas de trabalho estão dormindo à base de calmante. Tem também os que não estão dormindo. Todos, assim como eu, têm suas responsabilidades, são "arrimo de família" e, claro, entram em pânico ao visualizar as consequências disso tudo. Sim, porque um concurso público chama a atenção da região. E vai chover gente, somos conscientes disso.

O que mais nos chateou nisso tudo é a frieza e o descaso com os quais temos sido tratados, como se fôssemos (e somos!) uma coisa totalmente descartável. O fato de nossos cargos serem em comissão não significa absolutamente que estamos lá lendo jornal ou fazendo crochê. A gente trabalha!!! A gente estuda, busca alternativas, vai atrás de soluções pra ajudar a atuação dos representantes do povo. É um trabalho de bastidor. Mas tem sido feito com grandeza, com honestidade, com cuidado, porque essa é a nossa parte.

Muitos dos vereadores nem sabem, mas a gente sofre quando eles não conseguem firmar um convênio, quando o governador veta a criação da 16ª Região Administrativa, quando as rodovias da região viram plantação de pedágio, sem que nenhuma melhoria seja realizada. Pode não parecer, mas a gente também quer ver nossa cidade crescer e vibra muito quando é implantando um campus da UNESP aqui, por exemplo.

O que quero dizer é que minha consciência está tranquila a esse respeito. Tenho feito o que está ao meu alcance e, sem falsa modéstia, tenho ido além. Vou estudar pro concurso. Vou dormir todas as noites. A vida continua, nobres colegas. Com ou sem vocês. E muitas janelas vão se abrir.

___________________________________________________________

(amor... eu preciso dizer que te amo... brigada por esses 15 meses... brigada por tantas janelas...)


:: 09 de fevereiro, 2006 ::
contabilidade

17 dias.
65 kg de cal.
7 cores. Azul céu. Verde mar. Creme. Terracota. Amarelo. Flamingo. Areia.
2 pincéis. 2 rolos. 1 brocha.
1 escada.
1 chave de fenda.
1 espátula.
1 lata de massa corrida.
folhas de jornal.
117 reais.
Vontade enorme de transformar.
De colorir.
De melhorar.
Alegria.
Boa vontade.
Carinho.
Cuidado.
A casa ficou caiada.
A alma lavada.

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...Valeu a pena ê ê
Valeu a pena ê ê
Sou pescador de ilusões
Pescador de ilusões....


:: 07 de fevereiro, 2006 ::
fim

Não é por nada não, mas meu quarto ficou show!! Misturei o flamingo com um resto de azul e adivinha??? Adivinha??? Consegui um lilás clarinho e a parede atrás da cama ficou tie-dye, como diz a Lu.

Já tá tudo de volta ao lugar mas, vou confessar, tava muito gostoso dormir na minha cama aqui na sala. Gostoso e engraçado também.

Eu tenho um sofazinho baixinho, de dois lugares, cuja parte inferior é oca, tipo baú. É lá que ficam meus guardados queridos. Antes de voltá-los pro lugar, literalmente abri o baú.

Passei pelo menos duas horas separando o que considerei apropriado pra virar uma fogueira. Li um monte de coisas, textos antigos, diários que escrevo há milênios. Achei dois pedacinhos dos cabelos das meninas, amarrados num lacinho que guardei como lembrança do primeiro corte. Agora só ficou o que realmente importa. Se bem que tem 2 ou 3 caixas de cartas que escrevi e recebi que não tive tempo de olhar. Mas essas acho que vão permanecer no meio dos meus tesouros por toda a vida.

Tudo limpo, tudo arrumado? Ok. Fogueira queimando tudo que já era? Ok. Que horas são? Cinco da tarde? Ah, tá cedo. Bora lá preparar a tinta que as paredes de fora gritavam de inveja das de dentro:

- queremos tinta!!! queremos cor!!!

Pintei lá fora até o pôr do sol. E agora estou craquésima, né? Depois de muito apanhar, peguei as manhas todas. De vez em quando falo pra Pimba e pro Totó: sai da frente senão eu pinto!!! hahahahahaha...

Ah! Tô satisfeita demais com tudo isso. Tava agora mesmo ali fora, olhando a noite e pensando que foi um belo começo de ano, que não fiz absolutamente nada daquilo que havia planejado pras minhas férias. E por isso mesmo foram as melhores dos últimos tempos.

E se der tempo amanhã ainda vou fazer as unhas e pintar os cabelos porque na quinta-feira deixo o short, a camiseta, o chinelo e volto a me fantasiar de funcionária pública. Mas só depois que o lado de fora ficar tão lindo como o de dentro.


:: 06 de fevereiro, 2006 ::
prosperar

O que mais me deu trabalho até agora foram aqueles 3 comodozinhos lá no canto da prosperidade*: banheiro das meninas, lavanderia e quartinho de passar roupa. São pequenininhos, não dá pra virar a escada, o cabo do rolo bate na outra parede, a máquina de lavar não sai de jeito nenhum do meio do caminho... enfim... foi um exercício e tanto. Teve uma noite que fui tomar banho poucos minutos antes da meia noite. Exausta. E chorei. De cansaço.

Detalhe: o canto da prosperidade* segundo o feng shui precisa estar sempre arrumado e limpo e não deve virar um depósito de "coisas-que-estragaram-e-a-gente-não-joga-achando-que-um-dia-vai-consertar". Porque esses badulaques seguram a energia. Ah! Então era isso que eu não conseguia prosperar. Agoooooooooooora, nada vai me atrapalhar porque o quartinho ficou um brinco. Amarelinho e iluminado de sol.

E o banheirinho das meninas, que fica nesse guá* da casa, também pintei de amarelo, mas ficou o ó do borogodó. Não combinou de jeito nenhum. Pois eu não me dei por vencida e tasquei um flamingo por cima. Adivinha que cor virou??? Lilás!!! Da corzinha da florzinha que tem no azulejo decorado. Goooooollllllllllllll!!!!

Agora, com licença povo que cheguei na suíte presidencial que também terá duas cores e ainda tenho que desocupar o guarda-roupa pra arrastar o monstrengo. Esse não vou tirar do quarto porque se desmontar o pobre mais uma vez ele nunca mais será o mesmo.

Com isso, vou encerrando minha participação especial nesse episódio. E ó, vou falar viu? Tô merecendo um oscar da pintura. Que não seja um brocha banhada a ouro.

__________________________________

* canto da prosperidade = uma das áreas da casa, delimitada pelo baguá, uma espécie de mapa do feng shui que divide em oito cantos a nossa residência. Os outros são: trabalho, espiritualidade, família, sucesso, relacionamentos, criatividade e amigos.

* guá = já falei né? é um dos cantos... rs...


:: 04 de fevereiro, 2006 ::
uma prece

Não consigo dormir sem antes dar uma olhada pro céu. Vou ali no quintal e entorto o pescoço pra ouvir as estrelas. Imensidão e paz. Daí faço uma prece de agradecimento assim:

'Brigada Deus, por tudo! Pela vida, pela saúde que tenho, pelas minhas filhas, por meus pais, por nossa casa que tá ficando tão do nosso jeito, por meu amor que, mesmo longe, sinto tão perto, tão querido, tão grande. 'Brigada Deus, porque sua força me dá força. 'Brigada, porque tenho coragem e sei como é difícil ser valente quando a realidade se mostra nua e crua. 'Brigada, porque apesar de tudo não perco o sonho, o sorriso, a vontade de dias melhores pra todos. 'Brigada, porque não desanimo. E devo isso tudo a Você que me dá colo, que me conforta e me mostra, dia após dia, que é preciso que eu aprenda a contar comigo sempre.

Entro, dou mais um beijo nas meninas e vou pra cama. Antes dou uma olhada no espelho. Passei o dia com os cabelos enrolados em vários coquinhos e nem assim tenho cachos. Me dou um abraço. Apago a luz. Ligo a tv. Tiro os óculos. Penso nas minhas rotinas. Em como tenho transformado um dia em um acontecimento. Percebo que tenho vivido uma coisa de cada vez e todas elas por inteiro.

Fecho os olhos. Me largo na cama. 'Brigada Deus...

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:: 02 de fevereiro, 2006 ::
S.O.S

Em bem poucas palavras:

TÔ MORTINHA DA SILVA!!!

Mas a sala ficou pronta!!!

Quer dizer, pronta mesmo só quando tudo voltar pro lugar. Se eu não ficar presa aos fios do computador, da tv, do som e do video game (pra quê tanto fio, santo Deus???), eu volto pra contar se ficou chique! Caso eu não apareça em, digamos, 2 ou 3 dias, podem ligar pros bombeiros, ok?

Falando em bombeiros, semana passada tive que chamá-los pra nos salvar. Verdade! Fizeram uma queimada aqui do lado e a fumaça quase nos sufocou. Na terceira vez que liguei pro 193 (será isso mesmo??) eu estava praticamente em pânico. Realize: eu, Lu e Gi dentro do banheiro, com a porta fechada, único lugar da casa que ainda dava pra respirar e o soldado Airton me dizendo pra ficar calma, que o caminhão já já chegava. Hurum! Gritei bem alto na orelha dele: se não aparecer ninguém em 3 minutos vou chamar a polícia!!! Que será que a polícia ia poder fazer, né? A gente riu muito disso. Depois que passou, claro.

Mas voltando à brocha, aos pincéis e ao rolo, terracota e creme combinam muito bem e são as novas cores da sala, da varanda e da garagem. Eu sabia, desde o início dessa saga que, em algum momento, a situação fugiria do meu controle. E não deu outra. Para as cores pularem da sala ali pra fora foi um pisco. (Né, amor?) Mas o resultado, ó, daqui! Bem bonito mesmo!

Tô com as mãos que mais parecem lixa. Apesar de usar luvas e tal, tem uma hora que aquele troço sua por dentro e começa a cozinhar os dedos. Uma meleca horrível. Tá achando que eu tô jogando a toalha é? 'Magina!!! A dúvida agora é a cor do meu quarto, da área de serviço e do banheiro. Só vou parar no fim. Pode ser que o fim não seja semana que vem. Mas vou até o fim. Tá achando que tô dando bobeira usando minhas férias pra trabalhar?? 'Magina!!! Tô tomando meu solzinho, fazendo minhas caminhadas e, só pra se ter idéia, hoje, no meio da tarde (e da parede) larguei tudo, arranquei as luvas e o chinelo e tchigum na pisicininha. Não, não tava pelada não. Sou uma mulher prevenida!!! Eu pinto de biquini!!! E as luvas combinam com ele!!! (Né, amor???)

Depois da refrescada, voltei à lida e só parei, parado mesmo, 9 e meia da noite. E como eu comecei a escrever isso antes das 12 badaladas e agora já é depois, pode ser que não faça o menor sentido. Hoje, amanhã, sábado, segunda. Sei lá que dia é hoje. Tô de férias e todo dia é domingo.

Ai ai. Tava com saudade do micro aqui no quarto. É gostoso ficar escrevendo e ouvindo a tv. Nossa! Vou ter que tomar um antialérgico. A barriga da minha perna tá toda empipocada. Vida de pintora não é fácil. Aliás, nem eu sabia que sabia pintar. Pura intuição.

Bom. Já sabem heim!!! Se eu sumir por muito tempo, chamem os bombeiros. Ou a policia.

Eu disse poucas palavras é??? Então. Foi o que eu disse.