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:: 30 de setembro, 2005 ::
Aprendendo com as águias
A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a esta idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos ela está com a unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta; o bico alongado e pontiagudo se curva; apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas e, em função da grossura das penas, voar já é muito difícil. Então a águia só tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher num ninho próximo a um paredão, onde ela não necessite voar. Após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas e, só após cinco meses, sai para o famoso vôo de renovação, e para viver então mais 30 anos.
Em nossas vidas, muitas vezes temos que nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre trás. O autor é desconhecido, mas o processo conheço bem.
:: 29 de setembro, 2005 ::
Cuidar do meu jardim
Acordei diferente hoje. Ainda não sei se isso é bom ou ruim. Ainda estou digerindo. Mas acordei disposta, extremamente disposta a cuidar do meu jardim. Isso me força a tomar várias atitudes que venho adiando. Na verdade são coisas bem simples, como me olhar no espelho e me mandar um beijo, dizendo: "te amo, tá?" Achei que não seria mais preciso criar cascas pra me proteger. Achei que já era hora de me expor em praça pública. Achei que não precisasse mais me esconder, me sentar na última fila. Já havia me liberado desses fantasmas. Então vem a vida e puxa meu tapete. Caio de quatro e ali fico. Fico. Fico. Fico. E no final das contas, acabo agradecendo o tranco. Aproveito - ainda no chão - pra (re)pensar o que tenho de fazer pra não me machucar mais. E prometo - ainda no chão - que nunca mais vou deixar de cuidar do meu jardim. E isso é muito sério.
:: 28 de setembro, 2005 ::
Um?
Fosse só um a gente dava jeito né?
:: 27 de setembro, 2005 ::
Beijo mãe
:: 26 de setembro, 2005 ::
Vou te contar
Agora que já passou me sinto preparada para contar. Levantei no sábado animada a testar umas receitinhas novas. Lá fui eu, lalaiá pra cozinha. Quando comecei a lavar a louça do café notei que a água demorava a escoar. Ai, ai, ai... Dei uma chuchada no sifão embaixo da pia e ela reclamou: blurpt, blurpt, blurpt... Ai, ai, ai... Fui até a caixinha que fica do lado de fora da cozinha e quando abri a tampa... ai, ai, ai... tava pela boca de água. Quer dizer, a água era apenas mais um componente né? Tinha de tudo, mas principalmente restos de comida, de sabão, de bombril e muita, muita gordura. Mas muita mesmo. Tanto que foi preciso um pacote inteirinho de soda cáustica pra desentupir o cano. Cáustico ficou meu humor. Pô! Tomo o maior cuidado com o que jogo na pia, mas de segunda a sexta aquele não é meu departamento, certo? Me deu vontade de ir bater lá na casa da secretária: - bom dia, querida! que cê acha de perder seu sábado assoprando um cano??? No começo da operação coloquei um saco plástico na mão pra ter coragem de mexer naquela ... água??? Mas entre um baldinho e outro, molhou o saco por dentro e eu saí berrando pelo quintal. E nem com o esguicho dentro do cano, na potência máxima, a coisa vazava. Um quilo de soda e umas 10 chaleiras de água fervente depois... a água escoou... e junto com ela, cobras, lagartos, lagartixas, a sétima geração da secretária e minha vontade de fazer comidinhas gostosas. Tudo pelo ralo. Mas ontem voltei ao normal. Normal??? É. Fiz aquele pavê de morangos que ficou daqui ó. Fiz também um fritada com sobras de legumes que foi devidamente traçada após o GP do Brasil e ainda experimentamos o tal tobogã, receita da tia Soul, que fica ótimo com patê de atum ou requeijão. E deve ficar bom também com geléia, mel... hummmm.... rs
E agora chega de comilança porque hoje é segunda, dia internacional de começar a dieta. E a balança lá do meu banheiro já apitou em sinal de alerta. Fica quieta balança chata! Senão te coloco dentro do armário. Ou melhor!!! Senão te enfio no cano da pia! Abusa só pra ver.
:: 25 de setembro, 2005 ::
Anota aí
Pavê de morangos Creme: 1/2 litro de leite Base: 1/2 pacote de biscoito tipo maisena 1 caixinha de morangos Faça assim: Leve ao fogo o leite, o amido de milho e o leite condensado, mexendo até engrossar. Retire do fogo e acrescente o creme de leite, misturando bem. Montagem: Disponha o doce em camadas nesta ordem: creme, biscoito e morango, finalizando com uma camada de creme. Não esqueça de umedecer um pouquinho os biscoitos com o leite antes de usá-los.
:: 24 de setembro, 2005 ::
Instante
o instante silêncio o toque dos dedos pudera fossem infinitos
:: 23 de setembro, 2005 ::
O fim do Romantismo
Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor? São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno? Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades a que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão, provavelmente, Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão (tinha que ser com o Ricardão???). Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou cinco horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na tpm. Romeu não saía sexta-feira à noite para jogar futebol com os amigos e só voltava às 6 da manhã, bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta). Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estrias e celulite e histérica com muita coisa para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado (ou ex-marido) em quem ela sempre pensava, ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, e que ela deveria ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos do cabelo e depois teve um ataque porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato pra lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha. Por essas e outras, eles morreram se amando...
===================== Recebi por mail e veio sem crédito. De quem é isso, pelamordeDeus??? Em tempos de relacionamentos descartáveis e meteóricos: ERGUEI AS MÃOS E DAI GLÓRIA A DEUS!!! se você tem um Romeu ou uma Julieta... Mãozinhas pra riba aqui... rs
:: 22 de setembro, 2005 ::
Certeza
Ainda não posso abrir as janelas.
:: 21 de setembro, 2005 ::
De volta à vaca fria
Começar a semana na quarta-feira até que não é ruim. Mas que dá uma preguicite aguda, isso dá. Me joguei da cama e, esfregando os olhos, coçando a barriga e quase virando no avesso de tanto bocejar, cheguei até a cozinha que estava com a luz acesa... Luz acesa??? Mas eu apaguei tudo ontem... - Lu, acorda, foi você??? Ouvi uma risadinha abafada. Ela já estava acordada, enroladinha nas cobertas. - Fui eu sim... ia me trocar e ficar pronta, pra te dar um susto... rs... Giovana dormia gostoso e reclamou de tudo: sono, frio, dor de barriga. - Bora meninas!! Essa semana vai ser curtinha!!! Olho pra elas, enquanto tomamos o café. As duas cortaram a franja ontem e, modéstia à parte, estão mais lindas ainda. Sou coruja sim, e daí? É muito gostoso vê-las em frente ao espelho, se "enfeitando" pra ir à escola. Tempo bom esse de ir pra escola. E passa tão rápido. A gente cresce tão rápido. E só valoriza esse tempo bom depois que ele já foi. Como quase tudo na vida. Por falar em passa... rs... passa lá que tem uma historinha de tempo passando... rs...
:: 19 de setembro, 2005 ::
Feriado
Segunda. Véspera de feriado e eu aqui de flor na peruca. Não. Não foi bem isso que planejei pra esses dias. Há bem pouco tempo isso me deixaria completamente doida da vida. Ser contrariada era (eu disse era) um dos poucos e raros motivos pra me tirar o bom humor. Acho que estou crescendo. Não faço mais birra, nem me descabelo. Claro que chorei, que fiquei triste, que olhei pro céu conversando com a lua cheia, que teimava em se esconder atrás das nuvens negras, perguntando: por quê??? Mas não deixei que nenhuma revolta se instalasse. Em vez disso, acalmei meu coração e minha alma e busquei uma sintonia fina, da textura do cordão de prata, tênue, invisível aos nossos olhos, forte elo que nos liga a quem amamos. Mudaram os planos? Sim. Mas não mudou o querer. Não apagou a chama. Não parei de sorrir. E entre ontem e hoje: - vi três filmes – Green Card – Passaporte para o Amor, Os Outros e Fomos Heróis Ainda hoje pretendo ver a Orquestra de Câmara da UNESP, que vai se apresentar no clube (aquele, da esquina da praça), amanhã tem desfile cívico na avenida e é bem provável que role um cineminha também: bis para A Fantástica Fábrica de Chocolate. Agora vou ali na cozinha aprender com minha tia como se faz bala de côco, aquela que a gente come em aniversário de criança. E para completar, depois de mais alguns dias de chuvarada, hoje o sol voltou a brilhar por aqui. Assim fica mais fácil permanecer em paz.
:: 17 de setembro, 2005 ::
Novidade
:: 16 de setembro, 2005 ::
Merecido
Diálogo franco entre companheiras de trabalho ocorrido neste instante: - Ai, amanhã é sábado! - Ai, nem fale, coisa boa! - E segunda não precisa vir... - Nem terça... - Sabe, amo vocês, mas vou adorar ficar 4 dias sem vê-las... - Eu também... - Eu também... - Eu também... Para entender o caso: Dia 20, terça-feira, é aniversário de Itapeva. Dia 19, segunda-feira, é ponto facultativo. Ou seja: feriadaço prolongado!!! Somos funcionárias públicas, honestas e trabalhadoras, não recebemos mensalinhos, mensalões, ralamos o côco e sorrimos "bom-dia". Não fomos convidadas a posar nuas para a playboy. Não ficamos famosas da noite para o dia porque nosso marido chorou na frente das câmeras, explicando que raio de cheque era aquele. E sabe do que mais??? A gente merece!!!
:: 15 de setembro, 2005 ::
Chegando
Depois de 4 dias de chuva, hoje o sol voltou. Não tive dúvida!! Saí na varanda, ainda de pijama, 6 e meia da manhã e gritei: brigada Deus!!! BRIGADA DEUS!!! Ah, tenha dó né? Frio já é um porre, com chuva é porre e meio. Na terça-feira cheguei na academia com a meia molhada. Pois é. Descobri que meu sapato tá furado no meio do aguaceiro. Não adianta. Não engulo o inverno. Podem falar que é lindo, nas serras gaúchas ou em Campos do Jordão, em frente a uma lareira, uma bela taça de vinho e uma ótima companhia. Assim, sim né? Mas a realidade é outra, bem outra por aqui. Parece brincadeira, mas até aquela dor no ciático, que insiste em atormentar minha vida deu uma trégua. Mesmo assim vou ao médico hoje. Quero dar bobeira não. A primavera tá chegando e eu não posso perder isso...
=============================================== EXTRA!!! EXTRA!!! Acabo de voltar do doutor e, segundo ele é o seguinte: Não tem nada a ver com o ciático. (- como assim, doutor? ganhei de presente da minha mãe!!!! Tenho retorno em 3 semanas.
:: 14 de setembro, 2005 ::
A prova
Estudando com a Gi para a prova de Geografia: - Quantos estados têm a região nordeste? - Nove - Quais são eles? - Vou falar os estados e as capitais, tá mamãe? - Manda... - Maranhão - São Luiz, Piauí - Terezina, Ceará - Fortaleza, Paraíba ... não fale... não fale... - Não falo... rs - João Pessoa!!! - Aeeeeee... continua... - Sergipe - Acaraju... - Como??? - Sergipe - Acaraju - hahahahahahahahaha - Que foi, mamãe??? - Acaraju não é nome de capital não Gi... - Ahhhhhhh é... Aracaju, né? - É! - Acaraju é nome de comida baiana, né? - Não, Gi... rs... Acarajé é que é comida baiana... muito boa por sinal... - Ahhhhhhhh é... - Agora fala aí, em que se baseia o extrativismo vegetal no nordeste brasileiro? - Ah, essa eu sei... são duas árvores, né? - É... rs - Ai... não lembro... pera, não fale... - Ó. Lembra de carne e de um chiclete que você ama! - ... - Vai Gi! Espreme esse cérebro!!! - Ah! Carnaúba e babaçú!!! - Isso aí!!! E por quê o turismo vem se desenvolvendo tanto por lá? - Porque as praias são lindas... - E um dia a gente vai conhecer tudo, combinado? - Combinado! - E vamos rir muito do frio que tá fazendo hoje, certo? - Tá ... - Bora dormir??? - Bora... vamos rezar? - Vamos filha, vamos sim... rs
:: 13 de setembro, 2005 ::
Nos bastidores
De duas em duas semanas é minha vez de trabalhar nas sessões de Câmara. O que fico fazendo enquanto os vereadores danam a falar? Escrevo. Escrevo o que eles falam, porque tudo vai para a Ata. Melhor. Nem tudo. Desenvolvemos um mecanismo censor que nos impede de registrar certas pérolas. Mesmo porque consta do Regimento Interno que: "Seção III Então, pra saber o que realmente ocorre na sessão, só vindo assistir, ao vivo e em cores. Minha vontade é fazer um caderno de anotações à parte, com certos diálogos, certas colocações, certas explanações que até Deus duvida. Tem hora não consigo me conter. Quando vi já falei, ou já ri muito alto, ou já soltei um ai ai ai bem comprido. Se algum dia aparecer na lista dos mais lidos o livro: Nos bastidores do Poder - Lana Chueri, sim, podem comprar... sou eu mesma!!!
:: 12 de setembro, 2005 ::
Há 10 meses
Ousei: - Posso fazer uma coisa que estou com vontade? Ele: - Pode... Minha boca encostou na dele. Devagar. Ficamos alguns segundos sentindo o calor e o gosto dos nossos lábios. O suficiente para entender que éramos as pessoas certas, na hora certa, no solarium certo...
:: 10 de setembro, 2005 ::
Baile no clube da esquina
Eu só quero te encontrar É só chamar que eu vou Que saudade Vê se me entende É só chamar que eu vou Você me fez sentir prazer (Mais uma vez - Placa Luminosa) Hoje tem baile no Itapeva Clube com a banda Placa Luminosa. Seria um baile qualquer, não fosse por alguns detalhes como, por exemplo, ter sido essa a banda que tocou na minha formatura de 8ª série. Sim! Faz tempo! Mas não esqueci que dancei até às 5 da manhã. Além disso, o primeiro tecladista da banda foi Jota Rezende, um músico maravilhoso que - pasmem - é itapevense. Ouvi dizer que ele vai estar no baile pra dar uma canja com a banda. Não posso perder isso né? De jeito nenhum. Agora dá licença que preciso ver uma roupa, ajeitar o cabelo, tomar meu banho restaurador de beleza porque é bem capaz que eu só volte amanhã - como nos velhos e bons tempos - com as sandálias nas mãos...
:: 09 de setembro, 2005 ::
Bem, obrigada!
Me peguei cantando agora a pouco, no chuveiro. Minha voz saiu livre, despreocupada de timbres e tons. Isso combina com o que tenho vivido. Ando desapegada. Cuidando apenas do essencial, o que inclui também algumas coisas que posso tocar. Não significa, no entanto, que encontrei a fórmula mágica da vida ou o equilíbrio que tanto buscamos. Mas está bem claro agora que se eu não cantar, quem sai perdendo sou eu. Há um ano escrevi assim: Paro em frente ao espelho. Estou mudada. Mudei a cor dos cabelos, o jeito do olhar, a cor do batom. Mudei o sentir. O ver. O fazer. Minha antiga pele ficou presa ao arame farpado. Pingando. Sento comigo na varanda. Conto segredos aos meus ouvidos. Recuso o doce. Bebo água. Me preparo para o sol. Decido as regras. Nada vai me impedir de rir e cantar. Acho que estou indo bem.
:: 08 de setembro, 2005 ::
O presente
Fez frio no aniversário da Gi. Mas não choveu e deu pra criançada brincar lá fora até ficar escuro. A última convidada foi embora às 7 e meia da noite e, a essa altura, eu já tinha dado um cata geral na casa. Não foi difícil voltar as coisas no lugar. Do bolo sobrou só o miolo que deverá ser devidamente degustado na sobremesa do almoço de hoje. Sobraram também alguns pasteizinhos, brigadeiros e beijinhos. Estes também não duram mais que dois dias. Tenho um bando de formigas em casa. Depois de um banho quente, enquanto pensava "com que roupa eu vou", fiquei lembrando da cara da pequena ao abrir o presente que dei a ela. Estava completamente sem noção do que comprar até que veio uma luz: eureca!! é isso!!! Fui a uma loja de cosméticos que tem de tuuuuuuuuudo que se possa imaginar e enchi uma cestinha com esmaltes, batons, sombras, rímel, pincéis, algodão, presilhas, elásticos de cabelo... que mais... pó compacto, lápis de olho, touca de banho, acetona, enfim... uma delícia né? Passei numa papelaria, escolhi uma caixa bem bonita, com divisórias, deixei tudo lá pra mocinha arrumar e colocar um lindo laço. Como sempre faço, deixei o pacote no pé da cama da pequena, depois de me certificar que ela tinha mesmo dormido.
O tamanho do sorriso dela ao me acordar ontem, às 6 e meia da manhã, com a caixa na mão, confirmou: acertei em cheio!!! Agora a Lu quer uma... E eu também...
:: 07 de setembro, 2005 ::
A flor risonha
Essa história de reler o diário que fiz enquanto estava grávida das meninas me despertou muitas sensações. Gerar uma vida e brindar à ela nos leva bem perto de Deus. Não falo de poder. Falo de amor. Da mais bela espécie de amor. Notei, pelos meus escritos que minha maior preocupação era se Giovana saberia, desde cedo, repartir seu espaço com Luiza. Porque não é fácil chegar depois do canteiro preparado e se adaptar. Contrariando minhas expectativas, Gi não encontrou dificuldades em conquistar seu lugar aqui no jardim e conforme foi crescendo foi espalhando seu perfume, delimitando seu espaço e iluminando nossas vidas.
Hoje ela faz 10 anos. Está crescida. Comprida. Tem um detalhe, porém, que não mudou com o passar do tempo. Seu sorriso. Giovana sorri desde bebê. Com os olhos. É assim que se despede na porta da escola, que dança no palco, que cuida se os cães têm água e comida, que comemora a chegada das férias. Sorrindo com os olhos. Com isso, me leva para bem perto de Deus. Me faz uma pessoa melhor. Me lembra da importância de beijar e abraçar quem amamos sempre, independente de datas. Feliz dia Gi! Meu presente é o melhor sorriso que eu puder te dar. Com os olhos.
:: 05 de setembro, 2005 ::
Viver não dói
Definitivamente, como tudo que é simples, nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias, se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é um simples verso: se iludindo menos e vivendo mais! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional! Carlos Drummond de Andrade ================================ Essa coisa de pensar positivo dá certo mesmo. Nem por um minuto eu duvidei e a surpresa bem boa veio. Ah, nadei de braçada... rs...
:: 03 de setembro, 2005 ::
Espera
- Mamãe, tá esperando alguém? - Uma surpresa bem boa!
:: 02 de setembro, 2005 ::
Fim
todo
:: 01 de setembro, 2005 ::
Diário
Sempre fui de escrever diários. Tenho um monte guardado. Quando fiquei grávida da Lu meu pai me deu a idéia de escrever um diário sobre. Topei, claro, o que resultou num caderno inteirinho, daqueles brochuras gordões. E não ficou só na Lu, mas continuou depois com a Gi e acabei fazendo um bom registro dos primeiros anos de vida das duas. Conversando com a Lu agora de manhã, contando pra ela que eu tinha um cachinho do cabelo dela guardado no diário... - Que diário, mã??? Expliquei. Ela pediu pra ler. Lembro que na época meu pai ainda disse assim: um dia você vai mostrar isso pra ela... Chegou o dia. Tá lá ela, com a cara enfiada no tal diário. Até eu tô curiosa pra saber o que tanto escrevi enquanto minha barriga crescia e eu me preparava para viver a maior experiência de amor incondicional que existe.
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