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:: 28 de abril, 2005 ::
Anota aí...

1 xícara (chá) de açúcar (pode ser mascavo)
1 xícara (chá) de chocolate em pó (pode ser nescau)
1 lata de leite em pó (pode ser qualquer um)
100 g de café solúvel (pode ser nescafé)
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio (isso não é fermento? vai entender... tsc tsc)
1/2 xicara (chá) de canela em pó (adoro!)

Coloque todos os ingredientes no copo do liquidificador e bata bem.
(Fiz isso e me dei mal... rs... a mistura nem se mexeu... rs)

Passe em uma peneira para ficar um pó bem fino e coloque em um potinho fechado com tampa.
(Fiz isso... deu certo... rs)

Para beber, adicione uma colher (café) do pó de capuccino em uma xícara (café) de água quente e misture bem.
(Eu coloco logo três colheres das grandonas e faço uma mega xícara... claro... rs)

E tchan tchan tchan tchan!!!! Aí está uma xícara fumegante e saborosa do café mais gostoso do mundo. Não! Do segundo melhor café do mundo. O primeiro é o café gelado lá da Ben Hur. Ave!!! Coisa boa aquilo!!!

E hoje, com essa chuvinha fina e fria que cai só me resta cantar assim:

Chove lá fora e aqui iiiiiiiiiiiii
Faz tanto friiiiiiiioooooooooo
Me dá vontade de sabe eeeeeeeeerrrrrrrrrrr
Aonde está você êêêêêêê
Me te le fooooooooooo naaaaaaaaaaaaa
Me chama me chama me chamaaaaaaaa

Me chama?


:: 26 de abril, 2005 ::
brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...

Chegou. E veio de uma vez. Ontem fui trabalhar de sandália, calça jeans e camisa meia-manga. Hoje, bota, calça jeans, blusa de lã e casacão. Tô pensando até em colocar um cachecol pra voltar à tarde. O frio, meu arqui inimigo está de volta.

- Tum, tum, tum, tum
- Quem bate?
- É o FRRRIIIIIIIIOOOOOOOOOOO!!!
- Não adianta bater, que eu não deixo você entrar...

(lembra dessa??? hahahahahahahaha)

Mas como ia dizendo, sorte que sou uma menina esperta né? Há duas semanas tinha colocado as roupas de lã no varal pra tomar sol. E por pouco não me ferro de verde e amarelo, porque veio não sei de onde uma chuva de pedras totalmente de surpresa. Mas eu já tinha recolhido tudinho. Amém!

Porque não gosto do inverno? Todo mundo tá careca de saber, mas não me custa repetir:

1) Tomar banho é um suplício
2) Acordar de manhã cedinho são dois suplícios
3) Dizer não pras comidas quentes e engordativas são três suplícios
4) Lavar louça e roupa são quatro suplícios

Chega de suplícios né? O negócio é dançar conforme a música. Além do mais, tem algumas coisinhas que são boas demais nessa estação como, por exemplo: um ninho bem quentinho e uma bela companhia. Tô certa?

Fiquemos assim então...


:: 24 de abril, 2005 ::
De volta...

A possibilidade do naufrágio. O profundo silêncio que se faz. O frio. O desalento. A deriva. A entrega como única forma de sobreviver. Não ofereço resistência às ondas. Chego à praia mais uma vez. Sã e salva.


:: 21 de abril, 2005 ::
Feliz...

Como eu estava precisando desse feriado. Dessas borboletas dando voltas no meu estômago. De esperar pela festa que, sempre e sempre, é o melhor de tudo. Tava precisando do inesperado. De boas novas. De surpresa.

A batida diária cansa. A gente já conhece de cor e salteado as voltas do relógio, os carimbos, os clipes, o monte de papel que cresce da esquerda pra direita. A gente cansa da gente.

Por isso é que vai ser coisa rápida. Um pé lá outro cá. Uma pseudo-fugida-básica. Mas vai fazer toda a diferença. Então... fui... mais feliz que criança pulando amarelinha...


:: 19 de abril, 2005 ::
Assim mesmo...

A cafeteira abriu o bico. Se recusou terminantemente a trabalhar. Entrou em greve por tempo indeterminado. Ok. Esquento a água, passo o café à moda antiga, no coador de pano, igual minha vó.

Chegam Lu e Gi na cozinha, já prontas pra escola:

Eu: - A cafeteira foi-se...
Gi: - ...
Lu: - ...
Eu: - Como será que os índios faziam pra tomar café?
Gi: - Eles comiam frutas e tomavam água...
Lu: - Não tinha cafeteira naquele tempo...
Eu: - (imitando Rita Lee) Se Deus quiser, um dia quero ser índio, viver pelado, pintado de verde, num eterno domingo...
Gi: - baila, comigo...
Lu: - como se baila na tribo...
As três: - bababababaila comigo, lá no meu esconderijo, ã, ã, ã...

E saímos pro dia. Que hoje nasceu lilás por aqui.


:: 17 de abril, 2005 ::
Simples...

Tiro o vermelho das unhas, piso a terra e viro semente. Verde. Espero um sol quente pra ter vontade de espiar o que acontece lá em cima. No solo. Permaneço na escuridão úmida. Sinto movimentos em volta. Ouço passos. Viro de costas. Nenhuma luz. Nenhum som. Minha companhia é essa imensidão. A ela me entrego. E dou um jeito de me aquecer. Tenho planos. Traço as retas, meço as parábolas, transfiro as metáforas. Descubro que nada tenho de mirabolante. De espetacular. Sou simples. E comum. Como todas as outras sementes.



:: 14 de abril, 2005 ::
Querer...

Soube hoje de madrugadinha que ontem foi o Dia do Beijo. Justo eu, a beijoqueira mais beijoqueira do mundo, não comemorei. Coincidência foi que as primeiras frases do post que perdi ontem, por conta de uma conexão de 5ª categoria, eram estas:

O que eu queria?

Que minha boca não esquecesse o gosto da sua boca até que pudéssemos rir de tudo novamente.

Então.

Então que hoje de manhãzinha, enquanto levantava 15 kg em cada perna e tentava identificar meus tríceps e bíceps na ficha técnica da academia foi que notei: faz um mês que estou “malhando ferro”.

Tive de tomar uma atitude drástica para enfrentar a força da gravidade. E estou começando a sentir alguns pequeninos resultados, além da dor generalizada pelo corpo. Uma dor gostosa, tenho que reconhecer. Dor de músculos que se espreguiçam e fazem força pra acordar.

Para melhorar a situação, consegui que instalassem um chuveiro no trabalho, assim posso começar o dia malhada, banhada, relaxada, cheirosa e, principalmente, bem humorada. Lá-lá-iá!

Entre outras, tem essas duas coisas que quero para sempre: beijo na boca e bom humor. Também quero boa companhia para andar de mãos dadas, assistir o nascer e o pôr do sol, acompanhar as fases da lua, falar sobre as barbaridades do mundo, fazer planos de viagens, de vida. Alguém com quem eu possa falar sobre meus medos. Alguém com quem eu possa dividir lágrimas e risos. Mais risos que lágrimas. Se não for pedir muito, um par de pés quentinhos pra esquentar os meus nas noites frias, um par de olhos que conversem com os meus, um coração que queira ser bom para o meu. Eu quero!


:: 13 de abril, 2005 ::
Tô viva...

Final de semana prolongaaaaaaaaaaaaaaaaaadooooooooooooooooooooo
e bom demais da contaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

Tô viva! E feliz!
Ai ai ai... rs


:: 08 de abril, 2005 ::
Espera...

Nada não...

Esperando a sexta-feira chegar...


:: 06 de abril, 2005 ::
Força...

O sol invadiu minha janela contrariando todas as previsões de chuva. Normalmente antes de dormir saio ali na varanda e investigo o céu para saber como será o dia seguinte.

Na noite de ontem me enfiei embaixo do edredon. Esqueci o abajur da sala aceso. Senti frio. Puxei um cobertor. Senti sede. Fui pegar água, apaguei as luzes de fora que também ainda estavam acesas. Ainda frio. Me enrolei e dormi na terceira parte do filme "O Colecionador de Ossos".

(Só um parênteses. Como é que a Globo passa um baita filme desses numa madrugada de terça? Eu levanto cedo, pô!)

Lutando contra o sono, resolvendo trocentos pepinos profissionais e pessoais, busco o ponto mais alto de mim. Preciso acreditar na força que tenho. E melhorar 200%, contrariando todas as previsões.


:: 04 de abril, 2005 ::
Alô, doutor...

Hoje é dia de voltar àquele doutor simpático e apressado.

Tenho um plano B, caso ele resolva se levantar antes que eu:

- SENTA AÍ!!!!

YA YA YA YA YA YA YA YA YA YA

A tal da lei da causa e efeito, ação e reação, sabe como né?

A gente dá aquilo que recebe. Não tem como escapar disso.

O que serve também para todas as outras situações.

Quais??? Outra hora a gente fala nisso...


:: 02 de abril, 2005 ::
Silêncio...

Sentada embaixo das árvores, de frente para a piscina do Itapeva Clube, fiz mais uma viagem ao tempo nesta tarde. Luiza tinha um campeonato de xadrez e, enquanto Giovana brincava no parquinho, fiquei ali, olhando para o meu passado.

Minha adolescência eu vivi praticamente naquela piscina. De onde eu estava dava para ver também a janela do meu quarto. A gente morava bem pertinho do clube. Tão pertinho que era daquela janela que meu pai assobiava, chamando eu e meu irmão pra almoçar ou jantar.

Quantos sonhos vivi ali. Quantos planos. Quantas vezes jurei, sentada na beira d'água, que um dia iria embora dessa cidade. Quantas vezes não me senti humilhada, excluída da turma porque não agia como a maioria, ou porque não tinha uma calça fiorucci ou um tamanquinho dr. scholl. Como isso dói quando a gente é adolescente. Como dói...

Chorei sim. Chorei de lembrar do meu apelido daquela época. A pessoa que me apelidou de Patinha Feia, coincidentemente, estava hoje lá também. Comecei a reparar na figura e, ora, ora, vejam só! Não é que a figura virou mesmo um patinho feio!

O tempo, esse sábio senhor, que passa por mim e por você, passa para todos. E nos marca, nos fere, nos acolhe, nos melhora, nos torna amargos, nos engorda, nos calça, nos alavanca. Principalmente nos ensina. E não se cansa de repetir as lições que teimamos em não aprender.

Até que um dia a gente pára e começa a rir das coisas. Começa a rir da gente. E percebe que muito do que vivemos foi uma enorme fantasia. Que a maioria das dores e dos amores só aconteceram na nossa cabeça. E – se formos bem fundo na filosofia – vamos perceber que nossa existência passou desapercebida para muita gente. E que tanto nossos atos heróicos quanto nossos tombos, quase ninguém viu.

Essas e outras conclusões tirei enquanto Lu enfrentava sua derrota no tabuleiro e Gi brincava feliz da vida na cama elástica. Fiz uma prece por elas. Para que saibam lidar com os nãos e viver intensamente o que há de bom. Falamos sobre isso depois de um baita sorvetão na padaria.

Cansadas, banhadas, barriguinhas cheias, elas assistem agora pela tv a notícia da morte do Papa João Paulo II. Observo as reações delas. Procuro responder as perguntas que me fazem sobre os rituais, sobre as conseqüências desse fato histórico. Fico aqui escrevendo e pensando, escrevendo e pensando. Faço meu minuto de silêncio rezando mais um Pai Nosso e outra Ave Maria.



:: 01 de abril, 2005 ::
Minguada...

Vontade de ser só pensamento
Leve e rápido
Feito borboleta
Pousar num colo quente e macio
Onde sou extremamente feliz


(O fato é que hoje é sexta e a lua minguou. E uma bigorna desceu sobre meus ombros. Passei a manhã tentando não pensar em Terry e em João Paulo II. Procurei ocupar minha cabeça com o trabalho e com o curso que estou fazendo, via internet, sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal. Então o telefone tocou... uma voz familiar e querida a me dizer que não ha motivos pra tristeza... Tive de concordar...)