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:: 28 de fevereiro, 2005 ::
Caminhos...
Voltei a caminhar. Nem tinha planejado nada do tipo: segunda-feira eu começo, mas ao fazer algumas coisas à pé pelo centro da cidade, gostei do cheiro do vento e do calor do sol na minha pele. Calcei meu velho e bom tênis (sujo, coitado!), meu short e minha camiseta de guerra e lá fui eu pelo quintal, retomar a minha trilha. Fiz caminhos inversos, dei meia volta. Inspirei. Expirei. Fim de tarde bonito, laranja, pingando várias gotas de esperança no meu caminhar. Sigo. Pedindo que todos os caminhos se abram pra nós.
:: 26 de fevereiro, 2005 ::
Um vôo...
Eu faria muitas coisas se tivesse asas Me agarro aos pensamentos Uma metade voa
:: 25 de fevereiro, 2005 ::
Eu e o sopão...
Todo mundo já ouviu falar na tal dieta da sopa, né mesmo? Não apenas pra dar uma força a uma amiga do trabalho, mas também e principalmente pra me livrar das sandices alimentícias cometidas desde o natal até o carnaval, resolvi encarar o caldeirão. É preciso que se registre: trata-se de uma decisão muito séria, pois ela vai contra todos os nossos hábitos alimentares. Café-com-leite-pão-com-manteiga??? Esqueça! Sopa!!!!! Eu fiz um diário da sopa. Eu e essa minha mania besta de tudo escrever, tudo registrar, em todas as ocasiões. Resolvi dividir com vocês. Só o diário! A sopa é minhaaaaaaaaaaaaaa!!! Tira a colher daí!!!!! 1º dia – 19/02/2005 - sopa, melão, melancia 2º dia – 20/02/2005 – sopa, saladas cruas ou cozidas e uma batata cozida, com manteiga 3º dia – 21/03/2005 – sopa, melão, melancia 4º dia – 22/02/2005 – sopa, até 8 bananas e até 8 copos de leite 5º dia – 23/02/2005 – sopa, carne (350g) e até 6 tomates 6º dia – 24/02/2005 – sopa, carne (350g) e legumes 7º dia – 25/05/2205 – sopa, arroz integral, saladas e sucos de frutas Ahh! A receita da sopa né?? Anota aí: E não esqueça de espalhar muita muita muita magia na sua vida! É de graça e só faz bem!
:: 21 de fevereiro, 2005 ::
Três coisas...
Isso virou uma febre e fui contagiada. Em alguns itens eu tinha muito mais que três coisas pra escrever. Em outros tive de pensar muito. Me diverti um pouco, me assustei ao ler algumas respostas. Mas não mudei nada. Foi de primeira. E vou deixar como está pra ver como é que fica... Três coisas que me assustam: Três pessoas que me fazem rir: Três coisas que eu amo fazer: Três coisas que eu odeio: Três coisas em cima da minha mesa: Três coisas que estou fazendo agora: Três coisas que quero fazer antes de morrer: Três coisas que eu não entendo: Três coisas que eu sei fazer: Três maneiras de descrever minha personalidade: Três coisas que eu não consigo fazer: Três bandas/cantores que eu acho que você deveria ouvir: Três bandas/cantores que eu acho que você nunca deveria ouvir: Três coisas que eu digo freqüentemente: Três das minhas comidas favoritas: Três coisas que gostaria de aprender: Três coisas que eu bebo regularmente: Três programas de TV que eu via quando era pequena: Isso é que chamo de revirar o baú!!!!
:: 19 de fevereiro, 2005 ::
Um simples aniversário...
Tem muita coisa que guardo em caixas dentro do armário. Na última faxina achei isto:
Pensar em você é ter vontade imediata de te ver. Acontece que não posso esperar pelo nosso encontro na próxima esquina. A certeza disso é dura, cansa; ao mesmo tempo que algo lá dentro remexe, a garganta tranca e cai água dos olhos.
A vida é mesmo emocionante, a gente é que endurece e esquece que tem saudade... Beijo pai... Lana Nessa época eu morava em São Paulo e as cartas e cartões eram nosso meio de comunicação. Ah, que alegria chegar em casa tardão da noite e encontrar um envelope com meu nome embaixo da porta!!! Nem sei quantas vezes eu lia antes de dormir, abraçada ao papel... Foi preciso eu sair de casa pra sentir a enorme afinidade que tenho com meu pai. Ele pouco me escrevia. Algumas linhas. Algumas fotos. Mas nunca vou esquecer do final de semana que ele tomou o ônibus e foi se encontrar comigo, lá na minha casa, levando dentro de uma enorme sacola um monte de madeirinhas, pra fazer as estantes da cozinha e do banheiro. Brigada, viu pai? Hoje é que sei o quanto essa atitude significou. Pra mim e pra você. Fica aqui registrado todo meu amor e respeito. Tenha um feliz aniversário. Muita saúde, paz, felicidade pra você que me ensinou o valor das coisas simples e a alegria de viver. Poder contar com você é uma das bençãos da minha vida. Não sei se tenho sido grata o tanto que você merece. Desculpe qualquer coisa e "me queira bem que não te custa nada", né mesmo???
:: 18 de fevereiro, 2005 ::
Prece...
Você acredita na força do pensamento? Na força da fé? Eu acredito. Mas andei uns tempos meio afastada dos canais que nos levam aos céus. Confesso. E quando isso acontece eu custo a retomar. Me sinto uma aluna que andou matando aulas e daí fica com vergonha de aparecer e levar bronca da professora. Mas eu volto. Sempre volto às minhas conversas com Deus. E os resultados são imediatos. E então entendo que não adianta malhar o ferro frio, que é preciso desacelerar, sentir a energia que vem enorme sobre mim. Sobre minha cabeça baixa. Queixo no peito. Em sinal de respeito pelo milagre da vida, da oportunidade que tenho de ser uma pessoa melhor. Olhos fechados, concentro meu pensamento nessa luz e a envio, junto com uma pequena prece, para todos aqueles que de uma maneira ou outra fazem parte da minha história. Reaprendo a importância de ter bons pensamentos, de visualizar coisas boas, de driblar as dificuldades com um sorriso. Renasce a certeza de que não estou só debaixo desse céu estrelado. Que existe uma força maior que me carrega no colo e me ajuda nas escolhas diárias que tenho de fazer. Confio. Me entrego e as respostas aparecem. As coisas acontecem. Ali. Debaixo do meu nariz. Abraço essa paz ainda de olhos fechados. Agradeço. E compreendo que a única maneira de eu ser feliz é saber que as pessoas que amo estão felizes. Que assim seja!
:: 16 de fevereiro, 2005 ::
Dias...
Tem dias que tudo o que gente precisa é da sombra de uma paineira florida e de uma brisa morna. Tem dias que o coração precisa dessa sombra. Dessa brisa. Tem dias que a vontade é acompanhar o balanço das folhas e descansar os olhos nas cores. Que a vontade é esquecer o relógio e ter o sol como guia. E só voltar pra casa à noite, quando tudo já fosse a expectativa de outro dia. Tem dias assim.
:: 14 de fevereiro, 2005 ::
Regras speedylescas
1) Teremos acesso ao computador nos dias de semana, 1 (uma) hora à tarde e 1 (uma) hora à noite cada uma, após a realização de nossas tarefas escolares e/ou após cumprirmos nossos compromissos extra-curriculares, tais como academia, computação, etecetera e tal. O uso do computador no período noturno só se concretizará após o banho e o jantar. 2) Nos finais de semana teremos direito a 1 (uma) hora de manhã, 1 (uma) hora à tarde e 1 (uma) hora à noite, sempre depois dos deveres cumpridos. 3) Em épocas de provas o acesso ao computador se restringirá ao período noturno, 1 (uma) hora cada uma, para que nossas mentes possam relaxar, produzir mais e, claro, tirar boas notas!!! Porém, se o estudo não render o suficiente durante o dia, ele se estenderá até a noite, o que significa que o uso do micro só voltará ao normal depois da semana de provas. 4) Se provocarmos uma briga, desobedecermos a mamãe, formos malcriadas com as pessoas em geral, enfim, pisarmos no tomate ou sentarmos na jaca, teremos nossos direitos imediatamente cortados. A cada falta, ficaremos um dia sem computador e assim sucessivamente. Não adianta chorar, pedir, implorar. Mamãe não voltará atrás. Podemos esquecer. E é ela quem decide se a falta foi leve, média ou grave, cabendo (óbvio) a respectiva punição. 5) Em caso de eventuais passeios (visitar aquela tia chata ou fazer qualquer programa de índio com mamãe) não insistiremos em voltar logo pra casa com o intuito claro e definido de usar o computador, pois temos de dormir cedo. Sim! Às 22h30, no máximo, todo mundo babando no travesseiro! 6) Nos comprometemos a cuidar das nossas roupas, dobrando e recolocando no armário aquelas que ainda podem ser usadas. As detonadas devem ir direto para o cesto do banheiro, sem escalas pelo quarto, sala ou cozinha. 7) Ao chegar da rua, assim que tirarmos nossos tênis ou sandálias os colocaremos ao sol para sair o chulé. Se estiverem muito sujos, deixaremos os pobres coitados de molho, num balde e no dia seguinte, logo após o almoço, iremos lavá-los com escova e sabão, colocando-os para secar lá fora, de preferência ao sol, pra não ficar cheirando cachorro molhado. 8) Seremos meninas bem educadas deixando o banheiro nos trinques após usá-lo. Não alcançamos o varal da lavanderia, mas isso não nos impede de pendurar nossas toalhas molhadas na varanda. Nossas calcinhas serão esfregadas com sabonete durante o banho e deixadas de molho no baldinho vermelho, dentro do tanque. 9) Não deixaremos nossos materiais escolares espalhados pela casa e faremos (com muito carinho e capricho!) as tarefas na mesa da cozinha ou na escrivaninha. De preferência, uma em cada ambiente, para evitar aborrecimentos. 10) Nos finais de semana nos comprometemos também a ajudar mamãe nas tarefas domésticas como lavar a louça do café, tirar a mesa, varrer a cozinha, arrumar as camas e alimentar Léo, Lívia e Fred (o casal de periquitos e o gato, respectivamente). 11) Somos conscientes de que essas regras estão sendo estabelecidas pra que possamos viver em paz, harmonia e alegria, num ambiente de grande respeito e, portanto, não temos nenhuma intenção de desobedecê-las ou descumprí-las. Caso façamos isso, estaremos colocando em sério risco nossos direitos que além do uso do computador, também se relacionam com idas à sorveteria, ao cinema, à banca de jornais e ao Só Pastel. Por ser expressão da verdade, firmamos a presente. Itapeva, 14 de fevereiro de 2005.
De volta à velha rotina... ha ha ha...
:: 12 de fevereiro, 2005 ::
Nosso tempo...
Me pergunta se sentirei falta. Se sentirei saudade. Respondo que sim. Mas é mais que isso. Deixar-me refletir nos seus olhos (molhados) tem sido como encontrar um oásis. Esquecer-me em seus braços, sentindo os desenhos que faz em minha pele, com os dedos, devagar, é a confirmação do que tanto falo: é preciso muito pouco pra gente ser feliz. Desde que os dedos certos estejam na pele certa. Desde que se queira. Desde que se deseje. Me perguntou, antes mesmo de saber qual minha cor favorita, o que eu esperava de um relacionamento. Respondi, cheia de metáforas, que queria junto de mim alguém com quem pudesse contar para carregar tanto o quilo de açúcar quanto o quilo de sal. Me levou para ouvir sua música e tocou olhando nos meus olhos. Percebi que a cor da sua aura muda conforme os acordes. E que sua alma se alimenta de som. Abriu seu coração. Colocou-o exposto ao sol e à chuva. Convidou-me a conhecê-lo por dentro. Entrei e sentei. Tive medo sim nas taquicardias. Nos apertos e nas angústias. Mas também pude compartilhar das alegrias, das conquistas, das vitórias, da paz. Nos acostumamos tanto com a presença um na vida do outro, que vai ficando cada vez mais difícil dizer tchau. Sim. Vou sentir falta. Vou sentir saudade. E feito a guerreira das eras medievais, me preparo para vestir minha armadura. Me preparo para os leões que ainda tenho a exterminar. E tenho muitos. E muitos deles incomodam e são novidade pra você. E eu já deixei bem claro: desobrigue-se dos pesos que não são teus. E me ame enquanto tiver vontade de que eu seja sua mulher. Carrega comigo o quilo de sal. Com o açúcar? Vamos nos lambuzar. Se chegamos até aqui foi porque vivemos os noventa dias, um de cada vez. Gostaria de ser meu homem nas próximas 24 horas? Vê. Temos disposição. Temos a liberdade da escolha. Temos a eternidade nas nossas mãos.
Aprendi com você uma coisa muito muito importante. O tempo não se mede. Se aproveita e se vive. Obrigada. Tenho sido muito feliz.
:: 11 de fevereiro, 2005 ::
Mistério...
Até ia escrever um post, mas misteriosamente meus óculos sumiram. Isso mesmo. De-sa-pa-re-ce-ram. Já procurei em todos os lugares possíveis e até nos impossíveis. Nada. Tô torcendo pra que a Pimba, minha cachorrinha querida, não tenha se servido deles para sua ceia. Sumiram os óculos e com eles minha inspiração. Ia falar que o carnaval foi bom. Que embora eu não tenha ido atrás de nenhum trio elétrico, foram dias preciosos nos quais ouvi muitas verdades. Duras. Como todas as verdades. Porém imprescindíveis para que eu subisse à tona, respirasse e, de novo, mergulhasse de cabeça naquilo que realmente acredito. Fim de férias. Estou quase pronta para voltar à realidade na próxima segunda-feira. Mas antes preciso registrar que pavê tradicional é uma delícia e muito fácil de fazer e que uma banheirinha d'água é capaz de fazer milagres numa gaiola de periquitos barulhentos. Enfim. A vida é simples e bela. E definitivamente, não quero complicá-la. Não tenho esse direito. Mas... vem cá... alguém, por acaso, viu meus óculos???
:: 03 de fevereiro, 2005 ::
Foi você?
Então que fui dormir tarde pra burro de novo. E que pedi ao meu anjo da guarda que me acordasse ali pelas 9 porque preciso muito ir ao supermercado agora de manhã. Então que o telefone tocou... cinco pras 9: - alô...
Acho que meu anjo ainda não aprendeu a falar nossa língua. Mas já aprendeu a discar!!! Maravilha!!!! Então que tô indo ao incrível mundo das compras e depois preciso pendurar a roupa no varal, dar uma geral na casa, dar uma geral em mim (também sou filha de Deus, né?) e fazer umas coisinhas gostosas pra comer. Afinal, nada nada, hoje é véspera do grito de carnaval e, se o universo conspirar a meu favor, mais tarde (bem mais tarde), vou botar meu bloco na rua, tomar um porre de felicidade e viver outros bons momentos de delícia e paz. Dormir? Penso nisso depois...
:: 02 de fevereiro, 2005 ::
Me guardando...
Parece mentira. Quarta-feira, 8 e meia da manhã e eu aqui, sossegada, ouvindo Caetano e escrevendo um pouco. Até vou pegar um café pra comemorar. As meninas voltaram às aulas ontem o que significa que o despertador está em plena atividade novamente. Pi pi pi pi piiiiiiiiiiiiiiii. Pi pi pi pi piiiiiiiiiiiiiii. Às 6 da manhã. Elas esfregam os olhos, e fazem uma cara de "mamãe, socorro!!!!" ao perceber que ainda está escuro. Mas quando o sol começa a nascer na janela da cozinha elas se animam e até ensaiam um sorrisinho amarelo. No caminho pra escola vou fazendo umas palhaçadas pra ajudar na cura do mal humor matutino e quando nos despedimos com um beijo, fico olhando até que entrem pelo portão e me acenem. É o nosso código e quer dizer: pode ir mamãe, tá tudo bem! Então eu vou. Vou rezando mais um pai-nosso, pedindo proteção a elas. Pedindo pra que tenham um bom dia, pra que aprendam coisas boas, pra que encontrem pessoas boas e que, acima de tudo, sejam felizes. Meu Deus!!! Como eu quero que elas sejam felizes!!! Como eu quero... Chego em casa e o silêncio denuncia o espaço que elas ocupam. Arrumo as camas, lavo a louça do café, encho a máquina de lavar roupas, ligo o rádio. Lá dentro de mim tem uma música que fala assim: - tô me guardando pra quando o carnaval chegar...
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