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:: 29 de junho, 2004 ::
Aniversário caboclo...
E viva o nosso querido Willxu Amanhã é o seu aniversário se agora é dia aqui mas tem uma coisa que entendo direitinho uhúúúúúúúúúúúúúúúúú!!!! não é que deu certo, Will? fiz versinho procê!!!!!! E ó... acho que descobri porque você gosta tanto das guloseimas caipiras!!! Vamos ver o que arranjo pra sua festa... bolo de fubá
Tá bom assim? Ou faltou alguma coisa?? Ah!!! as bebidas... quentão
e guaraná...
Will... ei... guaraná... olha pra garrafa Will... ai meus sais... rsrsrsrs... TUDO DE BOM PROCÊ!!!!!
:: 28 de junho, 2004 ::
Como?
Como é que se começa uma semana, depois de um final de semana onde se resolveu falar verdades, mesmo sabendo que as consequências poderiam não ser aquilo que se esperava? Como? E que fique bem claro: isso não tem nada a ver com o vinho. Tem a ver com constatação. E com a certeza de que é muito, muito melhor não mentir, não esconder, não disfarçar, não dissimular. Por via das dúvidas: mantenho a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo...
:: 25 de junho, 2004 ::
O pensionato de freiras
Meus pais concordaram que eu fosse estudar em Sorocaba, fazer o "terceirão" no Colégio Objetivo, me preparar para o vestibular, com algumas condições. Além de me esforçar nos estudos, ser uma boa menina, obediente e comportada, ir à missa todo domingo, teria de morar num pensionato de freiras. Fomos pra lá conhecer meu novo lar, pouco antes do ano letivo começar. Irmã Terezinha, a freira-chefa, nos recebeu com um sorriso esparramado demais pra uma freira e nos explicou as regras, nos mostrou os quartos, me disse que poderia escolher entre o segundo à esquerda, ou o último do corredor. No segundo à esquerda já estavam outras duas itapevenses e resolvi que ficaria por ali mesmo. Não as conhecia direito, mas eram itapevenses, achei que seria uma boa ficar "entre os meus". Dali duas semanas já habitava meu novo quarto, já vivia minha nova vida. E bota novidade nisso! O pensionato ficava na rua Santa Clara a duas esquinas da XV de Novembro, centrão de Sorocaba. O cursinho era perto e a gente ía à pé mesmo. Enfim, era uma vida tranquila, com certa dose de responsabilidade e de muitos hormônios em efervescência... rs... Pra encurtar a história (escutei um uuuuufaaaaaa, né?), descobrimos que as freiras colocavam salitre na nossa comida, por isso estávamos sempre com sono e estufando que nem balão de gás. Ahá! Então é guerra que vocês querem, donas freiras? Terão guerra!!! Éramos 16 meninas contra 5 freiras!!! Maioria!!!! Aprendemos a fazer ligações (inclusive interurbanas) com o telefone chaveado, assaltávamos a geladeira delas que era cheinha de guloseimas... hahahahahaha.... me lembro de sair de lá uma vez com o bolso do pijama cheio de queijo, presunto, cerejas e bananas... hahahahaha... e subir as escadas correndo, rindo muito, quase fazendo xixi nas calças, junto com mais quatro trombadinhas, ops, amigas... rsrsrsrsrs.... Todo final de mês tinha uma festa. Tudo era motivo de festa!!! À fantasia, do Hawaí, do ridículo, do pijama, das bruxas... nossa, como revirar baú faz bem né? Foi naquele ano que vi Caetano Veloso ao vivo pela primeira vez (me apaixonei!!!! gosto muito de te ver, leãozinho, caminhando sob o sol...). Cantei também com Ivan Lins (particular, ela é particular...), Rita Lee (lança, lança perfume... shiiiiiifffff...), Moraes Moreira (três meninas do Brasil, três corações democrátas...). Aprendi a andar de patins, a fumar, joguei vôlei pela seleção da cidade, dirigir sem carteira, mas no frigir dos ovos, fiz mais coisas boas do que ruins... rsrsrsrsrs... Meu primeiro porre foi lá também, no pensionato das donas freiras... rsrsrsrsrs.... de vinho branco licoroso, da marca Palmeiras... arghhhhhhhhh... nunca mais pude nem olhar pr'aquela garrafa... ai ai ai... A essa altura eu já tinha me mudado pro último quarto do corredor... rsrsrsrsrsrs.... Falando nisso... ...hoje eu vou tomar um porre Porque agora só bebo em datas especialíssimas... rs...
tim-tim...
:: 24 de junho, 2004 ::
Coração em flor
Brigada São João!
Acende o coração dela também... FELIZ ANIVERSÁRIO LI !!!!!!! Tó bolo de flor procê...
:: 23 de junho, 2004 ::
Uma história puxa outra
Toda vez que peço às meninas que arrumem suas coisas, que não larguem os tênis e as roupas na sala, que cuidem do material da escola e do uniforme, escuto um: ai, mamãe, já vooooouuuuuuuu!!! tô iiiiiiiiiiiiiindo!!! calma aííííííííí!!!! 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11.... Uso de todas as estratégias pra tentar convencê-las de que a melhor política é: bagunçou? guardou! mas... quase nunca funciona. Hoje de manhã, depois de conseguir arrancá-las da cama pra ir à escola - primeiro com beijos, depois com pequenos tucs tucs, depois com uma pequena elevação na voz e, finalmente, com um brado: LEVANTEM!!! - subi no palanque novamente: - Vocês precisam cuidar melhor das suas coisas! Olha a zona que tá essa escrivaninha! E essa montanha de roupa no chão?? Daqui a pouco não vão ter mais o que vestir, porque eu e a Márcia não vamos catar mais não!!! Vocês têm que aprender agora, porque quando forem morar em uma república, pra estudar fora... - República? Que que é isso, mamãe? - pergunta a Lu interessada. - República é uma casa onde moram muitos estudantes que vão para outras cidades, para estudar. - Quem cuida da casa? - Eles mesmos, cada um é responsável por suas coisas. Existem regras a serem cumpridas e quem não cumpre, dança! - E quem faz a comida? - Normalmente é contratada uma empregada para cuidar disso, mas ela não é obrigada a ficar guardando bagunça de todo mundo. Ela cozinha, limpa a casa e lava a roupa. O resto, cada um por si.... - E quem paga isso tudo? - Os pais... rs... - ... - Ah! E quem deixa o banheiro desarrumado depois do banho, perde o direito de ir à festa no final do mês! - Festa no final do mês? - Hu-rum! Todo mês tem uma festa! Pra comemorar a vida! - rsrsrsrsrsrsrs.... Enquanto acabo de me arrumar pra vir trabalhar, fico pensando no pensionato de freiras onde fui morar em Sorocaba, na primeira vez que saí de casa pra estudar... Eu tinha 16 anos... e a vida toda pela frente... Mas essa já é outra história...
:: 21 de junho, 2004 ::
Barba, cabelo e bigode...
virge maria!
:: 20 de junho, 2004 ::
Objeto
O que sou nesse instante? Sou uma máquina de escrever fazendo ecoar as teclas secas na úmida e escura madrugada. Há muito já não sou gente. Quiseram que eu fosse um objeto. Sou um objeto. Objeto sujo de sangue. Sou um objeto que cria outros objetos e a máquina cria a nós todos. Ela exige. O mecanicismo exige e exige a minha vida. Mas eu não obedeço totalmente: se tenho que ser um objeto, que seja um objeto que grita. Há uma coisa dentro de mim que dói. Ah, como dói e como grita pedindo socorro. Mas faltam lágrimas na máquina que sou. Sou um objeto sem destino. Sou um objeto nas mãos de quem? tal é o meu destino humano. O que me salva é o grito. Sou um objeto urgente. (Clarice Lispector - Água Viva) Hoje ela fala por mim...
:: 18 de junho, 2004 ::
Não posso acreditar que fizemos isso!
Olhando para trás, é duro acreditar que estejamos vivos até hoje. Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air-bag. Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em vidros de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos carona. Bebíamos água direto da mangueira e não da garrafa. Nós gastamos horas construindo nossos carrinhos de rolimã para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que tínhamos esquecido dos freios. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema. Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo games, 99 canais a cabo, filmes em vídeo, celular, computadores ou Internet. Nós tivemos amigos. Nós saíamos e os encontrávamos. Íamos de bicicleta ou caminhávamos até a casa deles e batíamos à porta. Imagine tal coisa! Sem pedir permissão aos pais, por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável! Como fizemos isso? Nos jogos da escola, nem todo o mundo fazia parte do time. Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a decepção... Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano! Que horror! Não inventavam testes extras. Éramos responsáveis por nossas ações e arcávamos com as conseqüências. Não havia ninguém que pudesse resolver isso. A idéia de um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível! Eles protegiam as leis! Imagine só isso! Nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores. Os últimos 50 anos foram uma explosão de inovações e novas idéias. Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com isso. _______________________ Recebi esse texto por mail e não resisti, ele é o retrato da minha infância, da minha geração... Na minha rua éramos em quase 20 crianças e crescemos exatamente assim, soltos pela vizinhança. De carrinho de roda de pau, empinando pipa, jogando taco, topando o dedão, ralando o joelho, batendo a cabeça, chupando picolé. Deu saudade. Saudade doída.
:: 17 de junho, 2004 ::
Faxina de inverno
Ando em fase de faxina. Interna e externa. De tudo que é jeito. Pra se ter uma idéia, hoje antes de começar a trabalhar, peguei uma flanelinha e um vidro de álcool e lept-lept-lept-lept (não bebi não povo... eita... rs....). Tirei uma bela camada de poeira do box onde passo grande parte do meu dia. Daí sim engatei a primeira pra fazer a pauta da sessão de logo mais à noite. É. Trabalho à noite hoje de novo. Ai meus sais... Tô precisando de férias... Mas esse é um outro assunto. O assunto hoje é faxina. Mais interna do que externa. Se bem que eu sempre tive o seguinte conceito: a gente arruma o exterior pra refletir no interior. Comigo funciona! O dia que resolvo finalmente catar o guarda-roupa, ou o armário embaixo da pia, ou o móvel da sala (ai, esse é de lascar... rs...) e tiro tudo, limpo, limpo, limpo, depois guardo tudo, retirando o que não se usa mais, parece até que respiro mais fácil, o peso vai embora. Em casa eu costumo fazer duas grandes faxinas no ano. Lógico que elas coincidem com as minhas férias, quando mais eu teria um dia inteiro pra bater papo com meus guardados??? E as férias de julho estão chegando... - Pronto... lá vem a maluca mexer com a gente!
Então. Nem era bem isso que eu ia escrever. Ia contar que também estou envolvida com trabalhos manuais, a crochetar e tricotar, aproveitando as noites frias. Que isso também faz parte da minha faxina interna. Mas esses armários não pararam de falar... rs... Depois conto das lãs e das agulhas...
:: 16 de junho, 2004 ::
Nuvem
Minha cidade amanheceu escondida dentro de uma nuvem. Rache sol... rache...
:: 15 de junho, 2004 ::
Para Luiza...
rasga meu ventre me requer todos os minutos do dia e quanto mais me arraso assim que cortaram nosso cordão amor que não aceita substituição Escrevi isso para Luiza um mês depois dela nascer. Fui buscar essas palavras em um caderno que me serviu de diário durante a gravidez dela. Ali registrei tudo. O que pensava, o que sentia, o que esperava. Você chegou às 20h30 do dia 15 de junho. Uma terça-feira de outono. Eu não consegui não chorar depois que tiraram você de mim. Esses 9 meses foram tão grandes, tão importantes e de repente você sai pro mundo. Cortam nosso cordão e aí está você, sem elo de ligação. Umbilical. Sala esquisita, o teto passando rápido, portas, frio, anestesia peridural. Um ritual. Sente-se tudo, menos dor... tipo uma viagem. Tremor pelo corpo. Cai a pressão, coração bate rápido, depois devagar, líquidos estranhos entram na corrente sanguínea. Escolhem o lugar: aqui! Corta, enxuga o sangue, corta, enxuga de novo. Abre mais, mais, mais. Chega ao útero. Corta. Vem a cabeça. "Que menina cabeluda!". Sinto sair parte por parte do seu corpinho. Choro. Tenho vontade de saber se você está inteira, perfeita, mas a língua está enrolada e as lágrimas já não são contidas. A enfermeira vem com você e me apresenta: "Olha, esta é sua filha, está vendo?". Claro que não! Muito rápido e eu toda boba ainda... Demorou pra trazerem você ao quarto. Como demorou. Mas quando você chegou fui finalmente apresentada ao tão falado amor de mãe. E é mais imenso do que supunha. Comecei a oferecer-lhe meu peito ainda sem leite e você topou! Sugou como gente grande! Durante a noite você chorou e eu, quase nada pra te oferecer, a não ser meu imenso amor. E assim 11 anos se passaram. E sabe, Lu, cheguei à conclusão de que continuo a ter muito pouco a te oferecer, a não ser meu imenso amor. Esse amor que te incomoda, que pega no seu pé, que te chateia, que te fala, que quer muito que você se dê bem na vida. Esse amor que te cobra as tarefas e te cobre de beijos. Que escuta você ler, que aplaude o que você escreve. Que gosta de te ver dançando pela casa, com um sorriso lindo no rosto. Que reza, depois que você dorme, com a mão na sua cabeça, pedindo pra Deus te proteger, iluminar seu caminho, te orientar nas escolhas. Feliz aniversário, filha! Te quero muito, muito, muito bem. Obrigada por existir...
:: 13 de junho, 2004 ::
Hurum...
A massa de ar polar veio mesmo. Eu eu acredito em previsão do tempo. Definitivamente. O silêncio da madrugada gelada é cortado apenas por músicas românticas no rádio. Ainda é Dia dos Namorados pra zilhões de pessoas. E não existe nada melhor do que calor humano pra espantar o frio. Eu? rsrsrsrsrs.... Uma camiseta, uma blusa de lã, um casaco com capuz. Sim, estou de capuz dentro de casa. Uma calça de moleton. Uma meia de algodão e outra de lã. Pantufas. Manta por cima das pernas. Gato no colo. Ronronando. Acho que vou ter que arrumar um cobertorzinho pra ele. Não vou ter coragem de, ao me deitar, deixá-lo na sua caminha fria... rs... A chuva deu uma trégua e fez um dia muito azul hoje. E agora as estrelas quase pulam do céu. De frio, talvez... Recebi pelo correio uma encomenda muito saborosa e colorida. Foi o meu presente. O que tinha dentro da caixa? Não conto, não conto, não conto... nem sob tortura!!!!! Podem começar a morder os cotovelos... rsrsrsrsrsrs.... Dia dos Namorados... hurum... Vou pra minha caverna...
:: 10 de junho, 2004 ::
#%¨&@###*§§ !!!!
Acabo de perder um post...
:: 08 de junho, 2004 ::
De vez em quando...
A mesa cheia de papelada me desanima. Tento me multiplicar pra dar conta de tudo. Mil e quinhentos pensamentos passam pela cabeça já lotada de coisas a resolver. Decido não sofrer mais. Não. Já chega. Passo tudo na peneira e ficam apenas as pepitas. Areia, tchau. De vez em quando preciso me dar uns trancos. Pra me por de volta nos trilhos. De vez em quando preciso me dar uns tombos. Pra me fazer ver tudo de outro ângulo. De vez em quando preciso me fazer uns carinhos. Porque não sou de ferro. Pinga sangue dessas veias. E quente.
:: 07 de junho, 2004 ::
10 Homens e 1 Mulher
Havia onze pessoas penduradas em uma corda num helicóptero. Eram dez homens e uma mulher. Como a corda não era forte o suficiente para segurar as 11 pessoas e para evitar a queda de todos eles, decidiram que um teria que se soltar. Mas não conseguiam chegar a uma conclusão de quem seria o sacrificado até que, finalmente, a mulher disse que se soltaria da corda, pois as mulheres estão acostumadas a largar de tudo pelos seus filhos e seu marido, dando tudo aos homens e recebendo nada de volta. Quando ela terminou de falar, todos os homens começaram a bater palmas... Nunca subestime o poder de uma mulher...
________________________________ Recebi por mail... gostei... No final tá assim: envie este e-mail para uma mulher inteligente, para que ela tenha um motivo para continuar.... E para aqueles homens que você julga capazes de aguentar a verdade!!!! Não enviei pra ninguém por dois motivos: 1º - mulheres inteligentes sempre têm um motivo pra continuar... não precisam receber um mail pra isso... (mas que ajuda, ajuda... rs...) 2º - Não sou juíza... mas sei que homens não aguentam a verdade... rsrsrsrs... mas queria começar a semana rindo... rsrsrsrsrs....
:: 05 de junho, 2004 ::
Minha comadre
Hoje minha comadre faz aniversário. Tentei colocar um texto aqui pra ela, que recebi por e-mail, mas não deu certo. Então vou ter que apelar para os poucos neurônios que me restam depois dessa semana pra lá de corrida. Pelo que entendi, a semana dela também foi fenomenal: muita aporrinhação e pouca diversão. Mas ela tira isso de letra, de terninho azul, sapatos confortáveis, perfume, batom e colar. Não, brincos ela não usa. Minha comadre é guerreira, dessas que não desistem assim, por qualquer coisa. Apesar da pouca idade, já escalou montanhas e mergulhou no azul profundo do mar. Sim. Azul é sua cor favorita! Nunca nos vimos pessoalmente. Mas ela sabe como eu sou. Porém, eu não sei como ela é. Quem sabe, agora que ganhou uma digital, esse problema possa ser resolvido mais rapidamente. Logo que a conheci, ela fez um post usando uma foto de seus olhos. Olhos sorridentes tem minha comadre. Mas é churumelenta também. Quando tá de xororô, nem ela se aguenta. E se fecha em conchas. Pra surgir, dali uns dias, pérola. Diz o que pensa e o que sente sem a menor cerimônia e foi essa sua qualidade que mais me chamou a atenção. Escreve bem demais, sabe fazer crônica do cotidiano assim, num piscar de olhos. Me faz rir, me faz chorar, me faz pensar, me faz sentir. Eu amo muito essa minha comadre. E ela sabe disso. Por isso é que não poderia deixar esse 5 de junho passar batido. Quem vai querer bolo de chocolate??
Polly! Tudo de bom! Que a gente possa se abraçar apertado muito breve, tá?
:: 04 de junho, 2004 ::
Pra você
Levantei cedo e fui colher flores pra ela...
:: 03 de junho, 2004 ::
A greve e o futebol
Teve greve hoje cedo lá em casa. Despertador não tocou, tv não ligou, as meninas continuaram a dormir. Mas meu anjo da guarda - que não é bobo nem nada - me cutucou às 06h20. Isso porquê às 03h30 acordei, abajur aceso, tv ligada, óculos na cara... ãããããhhhh??? Ah é, tava vendo o jogo, será que Brasil ganhou da Argentina? Não! Não se iludam! Não gosto de futebol! Com exceção da Copa do Mundo, não perco meu tempo com isso nem a pau. Mas fiquei curiosa pra ver como andam os miliardários das chuteiras douradas e prateadas, como estão os mocinhos musculosos, se a última moda são cabelos encaracolados presos num coque ou numa tiara. Se estão usando brincos, se estão carecas. Se as coxas continuam grossas. Nada contra homem de brinco, muito menos de coxas grossas, acho lindo! Queria também ver se eles estão jogando futebol... rsrsrsrs... Mas 3 x 1... três gols de... pênalti... puuuuuuuuuuuutzzzzzzzzz.... com aquele super salário????? Tenha dó, né??? E o que significa cortar o Hino Nacional da Argentina no começo e chamar Gil e Milton (com todo respeito pelos dinossauros da nossa MPB!) pra cantar o nosso Hino inteirinhooooooooo, sendo a segunda parte acompanhada por aqueles atabaques e berimbaus e cocares e óculos escuros????? Desculpem-me os patriotas de plantão, mas me soou como uma baita provocação, das brabas mesmo. Tipo grito de guerra!!! ...dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil... Liguem não... Isso é apenas um acesso de indignação. Já passa.... rs.... Ah... Bem capaz que eu suma hoje. Além do lesco-lesco normal... tenho que correr no supermercado... Eu bem merecia um salário parecido com o do Ronaldinho. Dos dois.
:: 02 de junho, 2004 ::
Uma carta, uma quadrilha, uma estréia...
A cena é: Eu à mesa da cozinha escrevendo uma carta (isso é um acontecimento sim!) e Gi ao meu lado, desenhando. Enquanto eu tentava me concentrar na sequência da carta, ela a me interromper de dois em dois segundos... Larguei a caneta na mesa para ouvi-la (que remédio???)... A conversa foi: - Mamãe, eu não sei se quero dançar a quadrilha na festa da escola... - Porquê Gi, qual o problema? - É que eu tô dançando com um guri da 4ª série... - E ele dança mal? - Não, mamãe, mas eu queria dançar com um guri da minha classe!!! - Não dá pra pedir pra trocar? - A tia é brava, mamãe, por isso também não sei se quero dançar... - Você só vai dançar se tiver vontade filha, ninguém está te obrigando. - O que eu faço mamãe? - O que você quer fazer Gi? - Eu quero, mas também não quero... - Faz o seguinte, antes de dormir, reza pra Jesus te ajudar a decidir, mas reza duro, nada de ficar repetindo palavras à toa, reza com o coração que Jesus escuta e te ajuda a decidir. - E se Jesus tiver com outros problemas pra resolver? - Se você rezar com o coração, ele vai te ouvir e você vai amanhecer com uma resposta na cabeça. - Então tá, vou dormir, boa noite... (com carinha de tsc, tsc, tsc... rs....) - Acabou o desenho? - Ó, ficou bom? Será que ela vai gostar? - Tá lindo filha... ela vai gostar sim... - Boa noite, mamãe... - Boa noite, filha, Deus abençôe... (smack... smack... smack... smack) Hoje, na porta da escola, enquanto abro a porta do carro pra ela descer, vem a resposta: - Mamãe... eu acho que vou dançar sim... vou dar mais uma chance pra tia... - Legal, vai com Deus filha.... (e entro rindo no carro.... rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs.... chance pra tia.... ai, meus sais....)
Enquanto isso, a Lu tá estreiando lá no PG, à convite da comadre... Então não tenho motivos pra comemorar??? Úh! De monte!!!
:: 01 de junho, 2004 ::
A coroação de Maria
Ontem as meninas foram coroar Nossa Senhora, Lu de pastora e Gi de anja. E a anta da mãe delas com a máquina fotográfica sem pilhas... Perdoem, eu às vezes não sei o que faço... rsrsrsrs.... Cerimônia simples, tudo muito artesanal, mas me emocionei de um tanto que nem eu própria esperava. Chorei praticamente o tempo todo, ouvindo histórias sobre a coragem, a força e a fé de Maria, aquela que foi escolhida para ser a mãe do filho de Deus. Rezei por todos nós, para que tenhamos um pingo da sabedoria e da paciência dessa incrível mulher, que deixou todas as suas vontades de lado para fazer a vontade do Pai. Não é assim que a gente reza no Pai Nosso? Pensei muitos nas minhas avós, na minha mãe, nas minhas filhas, em nós mulheres que temos esse maravilhoso dom de gerar a vida, de dar continuidade aos ciclos... pensei muito na responsabilidade dessa nossa missão: gerar e criar; criar e educar; educar e amar; amar e respeitar; respeitar e formar. Sim, as personalidades são únicas e próprias, mas os princípios a gente aprende em casa. Nem vem que não tem. Portanto, vizinhança, sintam-se todos muito abençoados... Sintam a mão de Maria sobre suas cabeças... Um enorme facho de luz carregado de amor, de paz, de mansidão, de humildade... Sintam-se protegidos e aconchegados... Ela está com a gente... |
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