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:: 30 de abril, 2004 ::
da calma do silêncio e deixo tudo que pesa demais estirado ao chão faço nascer a paz não agora e que
:: 28 de abril, 2004 ::
Riqueza
As meninas foram às compras no sábado.
:: 27 de abril, 2004 ::
Quem tem competência se estabelece!
A tradicional "Escola de Minas" - ETE. "Dr. Demétrio Azevedo Jr." - é uma referência para toda a região sudoeste de São Paulo. Ela forma técnicos em Mineração, Metalurgia, Eletrotécnica, Edificações, Enfermagem e Informática, inclusive esta que vos fala. Sim. Sou técnica metalúrgia e, claro, me inspirei no filme Flash Dance para direcionar minha carreira! (rsrsrsrsrs....) Não trabalho na área, mas tentei (Deus é testemunha disso!), fui procurar estágio em tudo que é metalúrgica ou siderúrgica que me indicavam. Filas imensas nas portas das fábricas, na beira da via Dutra, e eu lá, no meio de um monte de marmanjo me perguntando se eu ia fazer teste pra copeira. É. Já escutei muita besteira nessa vida. Talvez por isso eu tenha optado por estudar jornalismo. Mas, vamos ao que interessa. Essa semana estamos organizando uma sessão solene para entrega de Título de Cidadã Itapevense à diretora da ETE "Dr. Demétrio Azevedo Jr", Maria Tereza Seglins Prestes. Não é porque ela é minha tia, mas que ela merece, merece!!! Ela foi aluna da primeira turma da escola, depois virou professora (minha, inclusive!) e depois diretora. E fez um trabalho revolucionário, quase braçal, tornando minha querida Escola de Minas conhecida e respeitada. Tenho o maior orgulho dela! E não é puxasaquismo não! É reconhecimento puro! Estou indo daqui a pouco pra lá, ver o espaço, onde vamos colocar a tribuna, a mesa, o telão, as flores, os tapetes, as cadeiras... ih... já vi que vou chorar...
:: 26 de abril, 2004 ::
Surpresa!
Deus é pai! Ufs... agora vai dar pra segurar até sexta que vem... ebaaaaaa...
:: 22 de abril, 2004 ::
Eu descobri o Brasil!
Em fevereiro de 1985 viajei de carona com um amigo até Trancoso, sul da Bahia. Carona de caminhão. Uma aventura que guardo na mente e no coração como uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceram. Eu havia acabado de me mudar para São Paulo, trabalhando no Unibanco e tinha 20 dias de férias pra usar como quisesse, desde que isso não me custasse mais do que, vejamos, uns R$ 500,00 (nem me lembro que dinheiro era o nosso naquela época). Meu companheiro de aventura, havia passado no vestibular e queria fazer uma viagem pra comemorar. Uma amiga tinha acabado de chegar da Bahia, neguinha de tudo e contando maravilhas... Não pensamos duas vezes: arrumamos as mochilas e lá fomos nós descobrir o Brasil de Pedro Alvares Cabral, totalmente descompromissados de horários, sem ter onde ficar (nem barraca levamos), ao sabor do vento... E que vento morno... e que praias lindas... e que céu estrelado... e que pessoas incríveis foram colocadas em nosso caminho... e que energia há nesses momentos mágicos da vida, quando nos deixamos levar pela intuição, quando conseguimos flutuar pela dimensão que nos proporciona apenas o lado bom da vida. Passamos 15 dias comendo mingau de tapioca de café da manhã, almoçando bolinho de aipim e bebendo jurubeba geladinha. Foi lá que aprendi a dançar lambada do jeito mais baiano que há... rs... Quase fiquei. Quase montei minha barraquinha mística por lá. Há 20 anos Trancoso era uma coisica, habitada por muitos franceses, ingleses, irlandeses, alemães que, como eu, haviam se encantado com a beleza do lugar e foram ficando. De vez em quando olho as fotos (em todas que apareço, estou sorrindo!!!) e fico pensando que tipo de preocupações eu teria hoje se tivesse dito sim àquela oportunidade de virar a vida de cabeça pra baixo. Concluo mais uma vez: nossas escolhas são para sempre. Por isso - acho - tenho tido mais cuidado no meu querer, no meu escolher. Um beijo, Trancoso. Um beijo no seu mar azul e morno, na sua areia branca. Um beijo, Brasil. Vê se descobre de uma vez por todas o seu real valor.
:: 20 de abril, 2004 ::
Despojamento
Eliminei o excesso de paisagem simplifiquei toda a decoração retirei quadros flores ornamentos apaguei velas copos guardanapos e a música
nua apenas dois pratos brancos sem talheres
_____________________________ Esse texto me caiu nas mãos logo na primeira hora.
:: 19 de abril, 2004 ::
A Elegância
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo. É elegante a gentileza. Atitudes gentis, falam mais que mil imagens. Abrir a porta para alguém, é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar, é muito elegante. Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma. Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras". Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura! __________________________ Recebi esse texto por mail e não tinha nele a autoria. Agora vamos deixar as boas maneiras de lado e bater os tambores: Hoje é Dia do Índio!!!
... se Deus quiser, um dia eu quero ser índio, viver pelado, pintado de verde, num eterno domingo...
:: 16 de abril, 2004 ::
Ele me achou!
Gripei feio! E até já esperava por isso. Detectei a presença do vírus influenza rondando minha casa desde a semana passada. Começou com a Gi no sábado de aleluia (aleluia!!!), que passou pra Lu no domingo de páscoa, que passaram pra vó na quarta e que chegou pra mim na quinta. Minha sexta? Será assim, jururu, um caco estilhaçado em frente à TV. Sim! Já tomei chá de guaco com poejo, hortelã, melissa, cravo, limão, açúcar, mel, formigas, tamanduás e bandeiras! Sim! Já tomei vitamina C, comprimidos efervescentes (gosto dessa palavra e fer ves cen tes...), bolinhas, boletas e bolões. Não adianta! Vou ter que esperar passar! O jantar à luz de velas fica pra semana que vem... rs...
:: 15 de abril, 2004 ::
Verdade seja dita!
Se não fosse por ele, nada disso seria possível. Menino levado desde a mais tenra idade, A.L.B.Jr. já havia decretado que daria trabalho pra muita gente, além da mãe, do pai, da tia, dos avós, dos vizinhos e dos professores. Ele fez promessa pra Santo Expedito, aquele das causas impossíveis, pra ser um grande construtor. E não é que ele é! Virou construtor de sites e blogs e se rala todo pra atender os gostos (leia-se manhas, manias e frescuras) da clientela. Verdade seja dita novamente! Não é mole agradar gregos, troianos e baianos (com todo respeito que tenho pelo povo baiano, foi só pra rimar!!!! Bem poderia ser pernambucanos, paraibanos, curitibanos, paulistanos, mas é que baianos tem mais métrica. Só por isso!). É por zémail, é no messenger, é no telefone, é no celular, até pelo correio a moçada perturba o sono desta nobre espécime da raça humana, que não mede esforços em atender a todos, sempre com um sorriso amarelo de canto de boca, no maior carinho e respeito: - Quer lacinho cor de rosa? - Não ficou boa aquela cor de fundo? - O quadradinhozinho do lado esquerdo superior tá fora de centro? - Em vez de comente, cê quer projete? - Será que dá pra me mandar o comprovante dos depósitos????? Verdade seja dita pela terceira vez: o menino se transformou num grande construtor. Bem humorado, sensível, criativo, mais que páginas na net ele vem construindo amizades no mundo virtual. Já teve grandes dores, grandes perdas, grandes alegrias, grandes recompensas e hoje tem um grande amore (que, na verdade, é quem bate o martelo e dá o veredicto final em quase tudo... psiu... isso é segredo!!!), que caminha ao seu lado, na maior cumplicidade, na maior entrega, no maior carinho, no mais puro amor... Ele só tem um defeitinho: é ciumento que dói... Só porque não falei dele ontem, o beiço caiu lá no chão. Se não fosse a dieta teria feito uma baita feijoada! Ah, se teria... Mas é um migão querido do peito esquerdo!!!
:: 14 de abril, 2004 ::
![]() Menino! Manitcha!
:: 13 de abril, 2004 ::
Germinar
próximo passo
:: 10 de abril, 2004 ::
Equilíbrio
Não perca seu equilíbrio interno. Por maior que seja a tempestade que o envolve, não perca seu equilíbrio. Todas as tempestades passam. E se soubermos recebê-las com serenidade, nenhum mal nos causarão. Jesus dormia no fundo da barca... Quando os discípulos o chamaram, nervosos, ele acalmou tudo. Faça o mesmo. Recorra ao Mestre Divino, para que as tempestades se acalmem a seu lado. Minutos de Sabedoria - pág. 193
Sem muito assunto. Boa Páscoa pra todos nós!!!!
:: 09 de abril, 2004 ::
Escolhas
É bom que as coisas tenham um final. Porém... muito porém mesmo, tem certas vezes que dá vontade de gritar: O ser humano supera e suporta quase tudo: Mas não consegue admitir que está nas mãos do tempo. Daquela esquina, ...tudo agora mesmo pode estar por um segundo...
:: 06 de abril, 2004 ::
Cura natural
Caraca! Tem um rosto na minha espinha! E tá doendo! Isso que dá adolescer depois dos 40. Mereço né? Só de pensar em comer chocolates feito louca na Páscoa, meu organismo se antecede... rsrsrsrsrs.... A pomada que estou usando pra tentar eliminar esse vulcão cutâneo arde muito e parece que incha mais ainda. Acho que vou voltar pra minha velha e boa minâncora, que é do tempo da vovó, mas funciona pra um monte de coisas. Aliás, faz tempo que venho querendo tocar nesse assunto: pomadas!!! Tenho verdadeira coleção no nosso armarinho de remédios. É pra queimadura, pra picada de inseto, pra ralado, pra coceira, pra batida, pra unha encravada, pra pé torcido... pra dor de dente, pra dor de olho, pra dor de cotovelo... Mas tem uma que é "a" pomada, aquela que eu uso pra quase tudo: arranhões, bolinhas, perebinhas, coceirinhas, essas coisinhas que nossas criancinhas insistem em arrumar quase que diariamente. Chama-se calêndula, uma planta encontrada com certa facilidade em nossas matas, que possui um enorme poder adstringente e cicatrizante. Um potinho de 50 gramas dura quase um mês lá casa. Por falar nisso, preciso comprar outro que o nosso tá ó, no finzinho já... Na verdade, eu gostaria mesmo era de fazer um curso sobre plantas medicinais. Acho uma maravilha cuidar dos nossos dodóis com um matinho que cresce no quintal. Não é? Quantas vezes já não esbarramos na nossa cura por aí??? E não nos demos conta disso...
:: 05 de abril, 2004 ::
Final de semana diferente
Final de semana atípico. No sábado, casamento do meu primo, reunindo basicamente toda a família. Lu e Gi preferiram passar a tarde cada uma na casa de uma amiga. Depois de muito tempo sem sair de casa, fui à festa [eu e minha bolsa apenas!!!!] e tenho que confessar: no começo me senti meio manca sem as meninas. Mas como eu previa, o casório foi muito bom! Cerimônia simples, realizada apenas no civil, e um churrasco caprichado, acompanhado de chopp claro e/ou escuro e tabule. Pude conversar, rir, chorar, abraçar, relembrar, comer tabule de monte (hummmmm....) e beber litros e litros de água. Com gelo! O inédito de tudo foi a tranquilidade que senti, sentada à beira da piscina, conversando com tios e tias, primos e primas, alguns conhecidos, outros nem tanto, gente diferente. Os mamães! gritados insistentemente não eram pra mim. Mas sem perceber eu interrompia o papo e meus olhos iam indo na direção daquele som, tão familiar aos meus ouvidos. Fiquei observando a lida da mulherada com a criançada: mamãe... mamãe... mamãe... não tem papai no dicionário dessa criançada não? putzzzzzzzzz... Giovana me ligou umas 4 vezes durante a tarde, pedindo pra dormir na casa da Tayne. Concordei, meio assim... Luiza também ensaiou dormir na Macó, mas acabou desistindo e foi me fazer companhia. Saí da festa já era noite. Caía uma chuvinha fina, "pra abênçoar os noivos", comentava uma das tias.... Beijos, abraços, promessas de não ficarmos tanto tempo sem nos vermos... Domingo amanheceu nublado mas eu e Lu nos empurramos da cama pra ir até uma escola onde seu grupo de dança iria se apresentar. - Não dá pra faltar, mamãe? [Lu é muito certinha com as coisas dela e eu aprecio muito essa sua qualidade!] Na volta, enquanto assistíamos Daiane dos Santos brilhar no Mundial de Ginástica Olímpica, batemos um papinho com amigos queridos usando e abusando da tecnologia. Eta-lê-lê! Bom demais! E pra fechar o final de semana atípico, fomos à missa de ramos. Agora era a vez da Gi dançar Planeta Água, encerrando a campanha da fraternidade... lindo... lindo... Gi tem um jeito único de virar os pulsos, para que os lenços azuis (imitando água) voem mais altos... Mal pusemos os pés pra dentro de casa, toca o telefone: era Caio, o irmãozão querido ligando pra matar as saudades. Os olhinhos delas brilharam de felicidade. Mais que irmãos, a ligação deles é totalmente intergalática... rsrsrsrs... tenho certeza! Quero saber onde arrumo um punhado daquele incenso de mirra que queimaram ontem lá na igreja. Quero encher minha casa e meu trabalho com aquela fumaça energética...
:: 02 de abril, 2004 ::
Ser melhor
...que eu aproveite todas as oportunidades de ser uma pessoa melhor... foi o que disse a Deus ontem à noite, durante minha reza. mas às vezes, acho que não peço direito. ou então não peço com fé. será que tenho fé? às vezes não consigo ter. às vezes tudo à minha volta fica pesado, escuro e escorregadio demais. não consigo me firmar. mas tem momentos de estrada de terra laranja e verde, vento e alegria. e são nesses que me apego dizendo pra mim mesma: você merece, ué! aproveite! tem muitas coisas que não concordo nessa vida. uma delas é que aqui não é um bom lugar pra ser feliz, que estamos apenas de passagem, que nosso tempo terrestre é um pisco de Deus. por que esse pisco não pode ser feliz? por que temos que nos resignar, aceitando as tristezas e até agradecendo por elas? não entendo isso. quando estou triste eu choro. não consigo dobrar os joelhos e dizer sinceramente a Deus: obrigada! desculpa, mas não consigo. mas consigo agradecer a Deus por tudo: o sol que nasce na janela da minha cozinha, pintando o céu de rosa e azul; um abraço apertado de alguém querido; noticias dando conta de que meus amigos estão indo bem, apesar dos pesares. a presença das minha filhas e as impressões que trocamos a respeito, inclusive, da órbita terrestre ser assim e não assado. não sou uma pessoa mal humorada, muito ao contrário. procuro ver o lado bom de tudo. procuro ver as qualidades das pessoas e deixar pra lá os seus defeitos. quem sou eu pra apontar? bem certinho? sem falsa modéstia, eu sou uma figura legal. mas preciso melhorar. muito. preciso fazer acordos comigo e cumpri-los. preciso exercitar minha fé. preciso acreditar que esse pisco tem fundamento e que existe um equilíbrio entre a carne e o espírito. que é possível ser feliz sem transgredir as leis universais. preciso crescer. para que o próximo pisco seja mais leve.
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