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:: 30 de dezembro, 2003 ::
A viagem
Arrumar as malas foi o de menos. A incrível façanha foi fazer caber tudo no porta-malas do carro. Colocamos a tralha toda em frente à casa e ficamos a olhar, torcendo pra que, num passe de mágica, tudo fosse se encaixando. Que nada! Tivemos mesmo de colocar a mão na massa, ou melhor, eu coloquei enquanto meus pais, Luiza e Giovana torciam pra dar certo. Deu!!! Ufa!!! - Todo mundo pronto?? Pegamos o nascer do sol na estrada, fizemos uma prece e... seja o que Deus quiser!!! Por unanimidade fui eleita a motorista da viagem. Meu pai ficou meio beiçudo, mas concordou em ser o co-piloto. Itapeva, Taquarivaí, Capão Bonito, Itapetininga, Sorocaba (pausa pro xixi/café/chiclete), São Paulo... Nossa... São Paulo foi adrenalina pura. Trânsito pesado na marginal, avenida Bandeirantes, até desaguar na Imigrantes... Nossa... Imigrantes... Aquela rodovia lindona, aqueles túneis imensos, milhões de veículos, milhões de pessoas, todas indo, indo, indo, descendo a Serra do Mar... - Meninas!!! Não parece um jogo de video-game??? Eu me sentia a própria turista, cheia de alegria, de vontade de conhecer o novo, de andar por lugares diferentes, de pisar outros terrenos, de olhar o céu e o sol com outros olhos... Vontade imensa de ver o mar... Meu Deus... um frio subia pela barriga da minha perna, pelo meu estômago, chegando até a garganta e saindo num grito: NÓS VAMOS VER O MAR!!!! Na rodovia litorânea a maresia nos alcançou. Respirei fundo. Que saudade daquele cheiro que, de tão forte e marcante, parece até que tem peso e forma. Dirigia e olhava pra esquerda, espreitando... e não pude conter a emoção: - Olha lá meninas... olha lá o mar!!!! E meus olhos também viravam praia e receberam profundas ondas salgadas, foi difícil me conter. Pelo retrovisor eu podia ver o sorrisão de Lu e Gi, que riam e comentavam sobre o tamanho, sobre a espuma branca das ondas. Nesse momento mágico eu me transformei numa prece. Inteira. Completa. Uma prece de agradecimento e de entrega. "Obrigada meu Deus porque estamos todos vivos..."
E não demorou muito pra chegarmos a Itanhaém, a segunda cidade mais antiga do Brasil. Ela fica no litoral sul de São Paulo e, de acordo com a história -foi ali que Padre Anchieta ensinou os índios da região a ler e a escrever, através das histórias de Deus. Passamos pelo centro histórico, vimos construções com mais de 470 anos, buscamos informações e chegamos à Praia dos Sonhos, onde ficava a colônia de férias, a nossa "casa" por uma semana. Ruas calmas, tranquilas, cheias de árvores, muito verde, um morro imenso logo atrás e muito céu azul. A colônia simples e aconchegante nos aguardava com o almoço na mesa. Uau!!! Que fome!!! Pra fazer a digestão nada melhor que tirar coisas das malas, ajeitar tudo, colocar o biquinão, a canga, o chapéu e...
... pegue sua esteira e seu chapéu, vamos para a praia que o sol já vem... E o astro-rei veio mesmo e nos acompanhou todos os dias, às vezes meio escondidinho atrás das nuvens. Tudo bem! Branquelas como estávamos, agradecíamos penhoradamente... ui, ui...
O mar... as meninas... a areia... o vento... as gaivotas... os barcos... eu... o horizonte... (lá estava ele)... Água gelada... salgada... corpo quente... moreno... ondas... espuma... pensamentos... decisões... saudades... novidades... pessoas... palavras... sentimentos... (aqui estavam eles)... Perdi as contas das vezes em que me peguei a rezar, agradecida, profundamente agradecida. Deus... sempre aqui, ali, lá, em todo lugar...
A viagem foi delícia, incrível, inesquecível... mas que saudade eu estava da minha cama!!!! Quando cheguei em casa, na tarde deste domingo, constatei mais uma vez o quanto é bom ter um lugar pra voltar. Primeira providência: um bom café!!! Enquanto colocava as coisas em seus lugares pensava na fragilidade da vida, no quanto é fácil a gente ser feliz, nos pequenos detalhes que tudo modificam. E me pegava a sorrir... a sorrir... demoradamente...
NÃO VAI DAR TEMPO DE RETRIBUIR TODAS AS VISITAS... O UNIVERSO ESTÁ SEMPRE CONSPIRANDO A NOSSO FAVOR, BASTA QUE VIBREMOS NA MESMA SINTONIA...
:: 29 de dezembro, 2003 ::
Como uma onda no mar...
...nada do que foi será a vida vem em ondas GENTARADA!!!! VOLTEI!!! Mil histórias pra contar... aos poucos... sem pressa... Tá tudo muito bom... bom Continuando AMANDO VOCÊS!!!!!
:: 19 de dezembro, 2003 ::
Smaaaaaaaaaackkkk...
queridos meus!!! vou ficar fora uma semana, cuidem-se bem e tenham um Natal branco de paz... volto pra gente fazer a maior farra no ano novo, tá??? fiquem com Deus e não se esqueçam: AMO VOCÊS!!!
:: 18 de dezembro, 2003 ::
Iúúúúúúpiiiiiiiii....
A mala tá quase pronta! Nem acredito que vou viajar! Que vou ver o mar, o velho e bom Oceano Atlântico!!! Já avisei pras meninas que vou dar vexame sim!!! Vou gritar, vou pular, vou rolar na areia, virar um croquetão!!! rsrsrs... Dá licença, mundo, que eu mereço!!!! Depois de ter sobrevivido a 2003, mereço salgar o boreo muito bem salgadinho. Úh! Se mereço! Já consultei os astros, já combinei com São Pedro, tudo vai ser lindo-maravilhoso. Farei castelinhos de areia com as meninas, andarei à beira-mar, me sentarei para ver o pôr-do-sol, encherei meus pulmões de maresia, permitirei que os raios de sol penetrem minha pele, pegarei vários jacarés, tomarei capotes e água de côco, comerei milho verde cozido, catarei conchinhas (trago pra vocês, podem deixar!!!), enfim... vou ficar uma semana fora. E toda vez que for agradecer a Deus pela oportunidade da vida, toda vez que der aquela suspirada beeeemmmm demorada e profunda, toda vez que cair uma lágrima de felicidade, enviarei a todos vocês, meus queridos vizinhos, um raio de luz dourada, muito brilhante, capaz de fazer nascer em seus lábios um sorriso bonito. Vou contar uma novidade: eu choro em despedidas (hahahahahahahaha), portanto, nada de adeus... atéloguinho tá de bom tamanho, né? Ah, sim! Antes de ir, venho aqui pra desejar um baita Natal pra vizinhança toda, certo???
:: 17 de dezembro, 2003 ::
Pode ser?
Querido Papai Noel! Se não for pedir muito, será que dá pra passar bem rapidinho esse Natal e Ano Novo? Olha, te empresto minha super Ferrari pra você fazer as entregas. Deixa que eu cuido das renas. Acelera meu bom velhinho, acelera que o nó tá ficando cego, a corda tá apertando demais e a água tá subindo muito; já chegou na altura das orelhas!!! Ah! Me empresta seu celular que tô necessitadérrima de um. Tem uns contatos que preciso fazer, sabe como é, né? Tá bom, eu sei que não fui aquela boa menina que você sonhou. E também não vou ficar me desculpando. Quanto mais me explico, mais enfio meus pés pelas mãos e a situação tá ficando por demais constrangedora. Na verdade, meu saquinho (bem maior que o seu) tá pronto pra explodir. Bum! Veja bem: não tô pedindo nenhum presente. Só tenho pressa. Só quero que passe logo essa lenga-lenga. Só quero normalidade. Pode ser? Ou tá difícil???
:: 16 de dezembro, 2003 ::
Sementes...
Colhemos aquilo que plantamos. Todo mundo sabe disso. Então não adianta reclamar quando alguma coisa sai errado, quando perdemos o controle da situação, quando queríamos a e nos resta b. Nós somos responsáveis por tudo o que nos acontece, porque temos o tal do livre arbítrio que nos concede o poder de escolher entre subir ou descer, virar à direita ou à esquerda, dizer sim ou não. Nossas flores e frutos dependem da qualidade das sementes, da quantidade de adubo, de água, de cuidado, de carinho, de atenção... de amor, enfim... Por conta disso, tenho me preocupado mais com semear. A colheita virá como consequência e será inexorável (gosto dessa palavra!!!). Por enquanto, planto! E por falar em sementes... Luiza e Giovana merecem aplausos em pé. Comportaram-se como verdadeiras profissionais durante o espetáculo. Fazia um calor infernal, o camarim era minúsculo e elas - derretendo embaixo de roupas, maquiagem, gel, grampos - tinham no olhar um brilho muito especial. Um brilho feliz de quem faz o que gosta. Não há melhor presente do que esse: ver nos olhos de quem a gente ama a centelha da vida, a continuidade de uma história, a razão e a emoção. Na condição de semeadora, rego...
:: 14 de dezembro, 2003 ::
Basta...
... uma faísca pra eu me incendiar ... uma palavra pra eu entender ... um passo pra eu ir estou à beira da vida é uma chance única me conheço quero sótão iluminado
:: 12 de dezembro, 2003 ::
E por falar nisso...
Hoje temos ensaio geral do espetáculo Palco e, coincidência ou não, estarei fora dele, dançando pelos bastidores. É. Estou triste sim. Quem já me conhece há algum tempo sabe o quanto a dança significa pra mim. Infelizmente não consegui conciliar meus horários de trabalho/casa/criançada/aulas e ensaios e, assim, pra não virar espectadora geral, fui promovida a monitora de camarim. Luiza e Giovana irão dançar mas não, eu não me realizo nelas. Elas têm suas próprias realizações. Eu me realizo em mim, quando solto o corpo e deixo a música falar nas minhas pernas, nos meus braços, nas minhas mãos, no meu tronco, nos meus cabelos, no meu olhar. Cada um tem seu paraíso particular e - confesso - este é o endereço de um dos meus. Pisar o palco para mim é um ato sagrado, de reverência, de respeito, de entrega. Ali meu espírito, minha alma, meu corpo, meus pensamentos e meus sentimentos são um só. Ali sou inteira e me gosto muito mais. Penduro a minha vontade num cabide e fecho a porta do armário com chave (pode ser que ela tente escapar...). Antes porém, visto a alegria de ver minhas filhas pisando aquele chão. Luiza, muito compenetrada; Giovana toda risonha. Sim, eu sei... tem células minhas ali e não vou conseguir evitar as lágrimas de orgulho, emoção, gratidão. ...subo nesse palco minha aura é clara Ano que vem eu subo... ah, se subo!!!!
:: 10 de dezembro, 2003 ::
Vamos?
ah, vá... vamos dançar? samba bolero rock balanço rosto colado vamos? tango valsa tuíste gafieira frevo salsa vamos?
:: 09 de dezembro, 2003 ::
Achei...
Quem ainda não viu, precisa ver. Os personagens, as lições, as cores, as emoções... Todos temos muito a aprender com Nemo (filho desobediente), Marlim (pai superprotetor), Dori (amiga que ajuda a procurar o peixinho sumido), além dos tubarões (vegetarianos), das tartarugas (surfistas), dos pelicanos (atrapalhados), da estrela do mar lilás que mora no aquário do dentista... Enfim... amei, amei, amei... O fundo do mar é imenso e azul e a nossa vida pode ser também, desde que a gente... continue a nadar
:: 07 de dezembro, 2003 ::
Pedaços de mim...
Procurando em cima do armário uns enfeites natalinos, achei um tesouro!!! Uma caixa cheinha de cartas minhas endereçadas aos meus pais, da época que morei em São Paulo e no Rio de Janeiro (1985 a 1990). Caramba, caraca, caracoles, caracóis... Fiquei até quase 2 e meia da manhã lendo, lendo, lendo e não consegui dar conta nem da metade. Eu sempre gostei muito de escrever e de receber cartas. Me emocionei, chorei e ri, da menina que queria mudar o mundo... e fiquei buscando na Lana atual traços e pedaços daquela. O que fiz daquela coragem? Onde consegui esconder tanta alegria? Em qual esquina esqueci meus ideais e objetivos? Porque deixei de insistir no quesito amar e ser amada? Enfim, faxina geral na alma!!! Gosto demais disso!!! Depois dos afazeres domésticos e de estudar matemática com a Gi, pretendo me recolher aos meus aposentos e cair de boca naquela caixa encantada. Esse foi um pedaço de mim que o tempo não levou: ainda acredito em magia...
:: 05 de dezembro, 2003 ::
Especial...
Quando fui apresentada ao mundo virtual fiquei com a maior cara de ué. A sensação era de que eu havia entrado numa sala totalmente escura, cheia de pessoas estranhas, falando línguas diferentes. Tropeçando em degraus, enrolando os pés nos tapetes, batendo em móveis, quebrando cristais, cheguei ao centro da sala. Ali encontrei uma mão. Uma mão quente e amiga. E a dona dessa mão é também dona de um enorme coração. Foi ela quem me apontou a direção das janelas [me ajudou a abri-las], Sentou-se comigo à varanda, num certo pôr-do-sol e comentou - entre goles de café quente e forte - que seria bom se eu fizesse uma horta e um pomar no quintal e um canteiro de flores no jardim. Me socorreu inúmeras vezes, sempre sorrindo, sempre paciente, sempre de bom humor. Diante de tanto carinho me senti segura para iniciar minha construção. E se hoje o Horizonte tem flores no jardim, legumes e frutas no quintal, quadros e cores nas paredes, cortinas brancas nas janelas, luz e paz, além de uma vizinhança vip, foi porque ela estendeu a mão sem segundas, terceiras ou quartas intenções. Pra ajudar. Simples assim! E porquê tudo isso? Parabéns Ana!!! Essa flor aí eu já te dei um dia, lembra??? Toma ela de novo. Pra que você saiba que mora no meu coração e não paga banda larga...
obrigada, meninazinha, por esse olhar confiante, Mário Quintana
21.10.2002
:: 03 de dezembro, 2003 ::
Desafasta...
Nada não... E tome lá um Mário Quintana rápido: Os que andam com segundas intenções não conseguem enganar ninguém. É ou não é???
:: 02 de dezembro, 2003 ::
Segredos...
Eu procuro um amor que ainda não encontrei Procuro um amor que seja bom prá mim Eu procuro um amor, uma razão para viver Procuro um amor que seja bom prá mim Tem mais segredos de Frejat na Revisita da MPB... Passa lá, tá?
:: 01 de dezembro, 2003 ::
Entre...
...entre por essa porta agora Adriana Calcanhoto _________________________ Eu sei, tô devendo visitas pra todo mundo. |
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